Nos últimos dias 16 e 17, foi realizada mais uma disciplina da pós-graduação lato sensu em Gestão Cartorária Judicial, promovida pela Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron). Após o módulo inicial antes das férias de julho, o segundo módulo de Prática Cartorária foi novamente ministrado pelo coordenador da especialização, juiz Arlen Souza.

O curso baliza-se em fomentar um perfil próprio de liderança ao gestor cartorário ou gestor público do Poder Judiciário. Ao longo de dois anos e 18 disciplinas, a pós-graduação contribui para a formação e aperfeiçoamento técnico de servidores em função de direção de cartórios ou de secretarias judiciais, explorando os aspectos humanístico, filosófico, cultural, psicológico, ideológico, social, científico e tecnológico para maximizar a qualidade e a produtividade da gestão cartorária.

Doutor em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Arlen explica que, neste módulo voltado a práticas cartorárias criminais, os pós-graduandos discutiram e elaboraram um plano para a criação da Central de Processos Eletrônicos (CPE) criminal, abordando inclusive os temas sobre o Gabinete de Juiz ideal e as demandas dos cartórios criminais. “O conteúdo passado vai possibilitar que os alunos tragam um produto à Escola da Magistratura e ao Tribunal de Justiça para orientar e sugerir a criação da CPE criminal, que já vem sendo elaborada pela Corregedoria de Justiça”, diz o professor.

Após os trabalhos em grupo realizados na sexta-feira, no sábado os alunos participaram, na periferia de Porto Velho, de uma série de rodas de conversa na escola estadual Jorge Teixeira, no bairro Ulisses Guimarães. “A discussão foi a respeito de demandas judiciais quanto às minorias e também quanto à posição que o Poder Judiciário ocupa como protagonista na resolução desses conflitos, que acabam por desaguar no judiciário em forma de ações penais e cíveis”, complementa Arlen.

A atividade, denominada “Um dia conectando juventude, cultura e periferia”, foi realizada pela Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, Secretaria de Assistência Social e Família de Porto Velho, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e Associação Filhas de Boto Nunca Mais, com apoio do mestrado em Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça (DHJUS), parceria da Universidade Federal de Rondônia com a Emeron. Entre os palestrantes, estiveram o desembargador Isaías Moraes, com o tema “Análise da conjuntura sobre a execução das medidas socioeducativas em Rondônia”, e o professor do DHJUS Delson Xavier, além do próprio Arlen, que falou sobre “A sociedade organizada e o enfrentamento à violência urbana”.

“Os alunos, como em sua maioria são diretores de cartórios ou gestores de equipes, tiveram a oportunidade de mensurar in loco as dificuldades que as pessoas que procuram o judiciário possuem e também como é possível essas dificuldades serem discutidas entre a comunidade e o Poder Judiciário, além da academia”, destaca Arlen. Para ele, é uma discussão importante no sentido de conectar a sociedade e as suas minorias, assim como o papel do PJRO.

A aluna Glaudênia Costa, chefe do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Machadinho d'Oeste, considera muito interessante a disciplina para a prática diária no cartório e nos trabalhos do judiciário em geral. “Me levou à reflexão da importância e da necessidade de melhorar sempre, e a visita externa foi de grande valia, pois todas as demandas da sociedade chegam ao judiciário e devemos estar atentos para atendê-las”, afirma a servidora.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

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