Psicólogos e Assistentes Sociais do Judiciário participaram no período de 11 a 13 de dezembro do curso “ Escuta e Abordagem de Crianças e Adolescentes em Atendimento nas Varas de Família e Genograma Vivencial”, promovido pelo Serviço de Apoio Psicossocial das Varas de Família de Porto Velho, por meio da Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron).

 

Desde 2010 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) orienta aos tribunais a criação de serviços especializados para escuta de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, visando a realização de relatos menos traumáticos e revitimizantes e a correta aplicação da metodologia de escuta protegida para a garantia de maior efetividade na coleta das provas para a responsabilização do agressor e a obtenção de evidências dos fatos, subsidiando as decisões judiciais nessas tratativas.

Nesse curso, o aprendizado da escuta protegida foi voltado ao atendimento de vítimas de alienação parental, divórcios litigiosos, questões de guarda e abuso físico, sexual e psicológico. Como ferramenta para auxiliar os profissionais na abordagem das vítimas, foi apresentado o genograma, técnica terapêutica sistêmica que retrata graficamente a história, a estrutura, o funcionamento e os relacionamentos familiares de um indivíduo. Com a construção do genograma é possível visualizar o contexto familiar e detectar aspectos psicossociais que podem ajudar na resolução de conflitos judiciais.

 

A formação foi ministrada pela psicóloga Adriana Selene Zanonato e pelo médico psiquiatra Luiz Carlos Prado, especialistas no assunto e autores de diversas obras no trabalho com crianças e suas famílias, além da vasta experiência em programas de formação baseada em práticas vivenciais. Trinta e cinco servidores da Capital e do Interior foram atendidos com o curso.

 

Capacitação Contínua

A escuta protegida tem sido tema frequente em várias formações promovidas pela Emeron ao longo de 2017 visando atender a Recomendação n. 33/2010 do CNJ e também a recente Lei Nº 13.431, que busca assegurar às vítimas ou testemunhas local apropriado e acolhedor, com infraestrutura e espaços físicos que garantam sua privacidade e os resguardem de qualquer contato com o suposto autor ou acusado ou com outra pessoa que represente ameaça, coação ou constrangimento.

Nos meses de agosto, setembro e outubro, os municípios de Jaru, Buritis e Ariquemes receberam o curso “Metodologia Alternativa para Ouvir Crianças e Adolescentes em Processos Judiciais”, ministrado pelas psicólogas do TJRO Cristina Tiengo Silva, Danielle de Oliveira Paulon Marta Priscila Cambui Milani. Nas formações, os participantes conheceram as metodologias de depoimento especial já existentes e as possibilidades de adequá-las aos recursos disponíveis no Poder Judiciário rondoniense. Também foram debatidos o papel de cada entidade no atendimento, acolhimento e escuta de crianças e adolescentes.

No dia 12 de dezembro, um seminário reuniu membros da rede de proteção à criança e ao adolescente para a apresentação de proposituras para a implementação da referida legislação no Sistema de Justiça e o debate de estratégias e desafios para o atendimento integrado às crianças e adolescentes vítimas de violências na rede de atendimento de Porto Velho.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron

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