Teve início na última semana, na Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron), a segunda turma da Pós-Graduação Lato Sensu em Terapia Familiar Sistêmica, voltada à capacitação de psicólogos e assistentes sociais que atuam no judiciário rondoniense com questões de família. O primeiro módulo, realizado entre 31 de julho e 03 de agosto, reuniu 50 servidores, sendo a maioria deles lotados no interior do Estado.

Uma novidade em relação a primeira turma, é que esta será realizada em sistema híbrido, com seis módulos (inclusive o primeiro) presenciais e outros sete no formato de educação a distância (EaD). A intenção é proporcionar, aos servidores do interior, o acesso ao conhecimento de forma mais flexível. A especialização é ministrada pelo Centro de Formação e Estudos Terapêuticos da Família (CEFATEF), com carga horária de 390 horas-aula, e atende a uma solicitação da própria categoria, para que a especialização fosse oferecida a todos os profissionais do Poder Judiciário de Rondônia que atuam com questões familiares.

 “O trabalho no judiciário, tanto para psicólogos quanto para assistentes sociais, tem se ampliado além da função do perito judicial. Nós hoje fazemos vários tipos de intervenções que tem um impacto social importante para a sociedade. Diante disso, participar desta pós-graduação vem contribuir nos dando ferramentas, metodologias e fundamentações teóricas para que possamos fazer essas intervenções com maior qualidade e assertividade”, afirmou o psicólogo Wilson Plaster, de Cacoal.

Coordenadora da pós-graduação, Cléo Melo diz que o curso oferece ferramentas da terapia familiar e recursos para intervir de maneira mais assertiva nas famílias: “Ampliamos a visão dos técnicos para a família como um todo, para poder recuperar aquelas que às vezes não conseguem resolver os problemas via judiciário. Quando o técnico começa a ampliar o seu olhar e tem recursos de intervenção junto à família, aí temos o resultado positivo e em curto período de tempo, pois a terapia breve é em oito sessões apenas, a cada 15 dias ou mensal, depende do grupo”.

Ela explica que se trata de uma terapia dirigida e estruturada. “Vemos a estrutura da família, em que muitas vezes o pai se coloca mais como pai do que como marido, ou a mãe também às vezes só como mãe, então vivem em função do filhos e esquecem a parte conjugal. Na terapia familiar, dizemos que, quando o casal está bem, toda a família está bem, então vamos recuperando os subsistemas dentro do sistema familiar, pois a família é um sistema vivo e aí vamos aplicando as intervenções para injetar saúde nessas famílias”, conta.

Ao final do curso, haverá o estágio supervisionado em atendimento social, com os alunos divididos em quatro grupos. “Cada grupo vai atender duas famílias e vamos articular a teoria com a prática, é desse resultado que saem os artigos científicos que devem ser publicados em periódico, para poder realmente registrar e dar visibilidade à prática dos técnicos”, afirma a coordenadora. Por fim, ela destaca as qualidades dos servidores: “É uma turma muito boa e coesa, são assistentes sociais e psicólogos que já trabalham em coterapia, ou seja, em dupla para atender uma família, mas agora vão ter muito mais recursos para poder fazê-lo de maneira mais rápida, que é exatamente a demanda que o Tribunal tem”.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

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