Entre os dias 24 e 28 de setembro acontece, na Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron), o Curso de Formação de Consultor em Ergonomia e Método CNRossi de Programas de Prevenção e Análises Ergonômicas (AET/Laudo de Ergonomia), destinado a servidores dos departamentos de Saúde e Bem-Estar Social (DESAU) e Engenharia e Arquitetura (DEA) do Tribunal de Justiça de Rondônia. O curso é ministrado pela fisioterapeuta sócia-diretora da CNRossi Ergonomia Claudia Rossi e pelo palestrante e consultor de empresas Nilton Gonçalves.

A ergonomia é uma ciência que estuda a relação entre o homem e o trabalho que executa, procurando desenvolver uma integração perfeita entre as condições laborais e as capacidades e limitações físicas e psicológicas do trabalhador. O consultor em ergonomia é responsável pela análise de fatores físicos ambientais, de posturas adotadas pelos trabalhadores, dos equipamentos utilizados e dos resultados, buscando propor melhorias e correção de problemas identificados por meio de metodologias próprias, visto que as intervenções ergonômicas promovem aumento da qualidade de vida no trabalho e prevenção de doenças sócio ocupacionais. “A ideia do curso é justamente capacitar esses profissionais para que possam identificar e documentar os riscos de ergonomia, fazendo as análises ergonômicas, e intervir, com as modificações necessárias nos ambientes de trabalho”, afirma Claudia Rossi.

Segundo Claudia, a ergonomia “hoje representa um assunto de grande importância para toda a sociedade, inclusive porque teve a aprovação do eSocial, plataforma do governo onde todas as empresas, inclusive as públicas, devem colocar os dados dos trabalhadores e dos ambientes de trabalho referentes a previdência social, Ministério do Trabalho, INSS, e um desses itens é a ergonomia”.

A formação oferece subsídios teóricos e práticos para a efetiva atuação dos profissionais na área, capacitando o aluno para implantar e manter o programa de ergonomia, obtendo e documentando os indicadores do projeto. O curso propõe ainda a aplicação de benfeitorias contínuas nas dependências administrativas, com o objetivo de redução ou eliminação de desconfortos dos servidores, trazendo saúde e eficiência. Além do eSocial, Claudia alerta para as demais necessidades importantes para o Poder Judiciário de Rondônia referentes ao tema: “Estamos em um momento em que todos os profissionais da área de saúde, e também os servidores, têm que conhecer o assunto para poder alimentar esse sistema nacional, assim como relacionado a outras instruções normativas que foram aprovadas recentemente e que colocam a ergonomia em evidência, como por exemplo o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário e o FAP (Fator Acidentário de Prevenção), que faz uma indexação do seguro de acidente de trabalho”.

Tópicos relevantes no assunto, como a ergonomia nos postos de trabalho com microcomputador, iluminação, ruído, temperatura e umidade, também são abordados na formação, assim como várias ferramentas para a Análise Ergonômica do Trabalho (AET). Para Zilpha Moret, enfermeira do DESAU, o curso é importante para a situação do Tribunal hoje, com alto absenteísmo de servidores por problemas osteomusculares e também problemas de adaptação ao tamanho e biotipo das pessoas no mobiliário. Ela afirma que “diante da necessidade de oferecer adequação dos móveis, a realização do curso e a participação da área da engenharia, é fundamental para que se entenda como essa adaptação de móveis e adequação para as necessidades de algumas pessoas com problemas físicos deve ser feita corretamente, bem como para prever outros problemas que podem surgir”.

Ela diz que a ideia é montar um comitê de ergonomia, “uma equipe que vai analisar várias situações de necessidade de adaptação, de implementar a ergonomia dentro do Tribunal, e daí partir para algo maior, macro mesmo, com todos os setores sendo atingidos por esse programa. O Tribunal tem que estar atento às novas leis, e através de várias políticas de saúde nós temos que trabalhar não só no tratamento, mas na prevenção, e a ergonomia é uma prevenção”. Essa atuação já iniciará com o trabalho de conclusão do curso, que será realizado em grupos: “Queremos pegar situações reais e fazer um trabalho bem proveitoso mesmo, com pequenas mudanças vamos poder evitar várias moléstias e afastamentos, com cuidados de postura, ergonomia, adaptações, assim já dá para ter uma melhoria no cuidado com nossos servidores”, garante Zilpha.

A ministrante Claudia concorda: “Quando se implanta o programa de ergonomia, ele traz mais saúde para o trabalhador, e essa saúde é na forma mais ampla, no sentido tanto físico como também cognitivo, porque existe uma ergonomia que é dedicada à parte cognitiva, e isso significa mais produtividade, bem-estar e eficiência, que é o propósito da ergonomia, mais qualidade de vida no trabalho”.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron

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