Entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, a Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) promoveu a segunda turma do curso Práticas Cartorárias Cíveis no Modelo da Central de Processos Eletrônicos – CPE, voltado a trinta servidores de cartórios das comarcas do interior e dez participantes da capital. A primeira turma, também para quarenta servidores, foi realizada em junho.

O desempenho do cartório tem fundamental importância institucional, por ser o local por onde o processo é conduzido desde a distribuição da petição inicial ao seu arquivamento, e por meio dele a instituição se revela no atendimento às partes, aos advogados, promotores e juízes. O tempo de tramitação de processos judiciais é apontado como um dos obstáculos do Poder Judiciário, portanto o aprendizado das práticas cartorárias cíveis visa orientar os servidores, oferecendo por meio da abordagem teórico-prática condições para realizar seu trabalho com o reconhecimento das mudanças na legislação e com condições para atender às exigências de rotinas e procedimentos.

Ministrada por Aparecida Fernandes, coordenadora da CPE, a formação passou por uma readequação para a segunda turma: “A CPE é muito dinâmica, este foi um ano de migração de todas as varas cíveis, que nós concluímos, então houve uma necessidade de readequação no curso para mostrar as novas realidades durante esses últimos meses”. Ela explica que conseguiu mostrar para os alunos o quantitativo de processos trabalhados, os que foram arquivados e movimentados até agora. “Quando teve a primeira turma, tínhamos apenas duas varas cíveis, uma de família e cinco juizados migrados, agora já está com 19 varas, então houve uma readequação em termos de quantitativo, processos e tudo mais”, diz.

Outra mudança foi a introdução de uma vertente mais motivadora para esta turma: “Começamos a perceber que eles já conhecem bem o sistema (PJe – Processo Judicial eletrônico) e precisaríamos trazer algo novo para esse servidor, então focamos um pouco no desenvolvimento pessoal desses colegas, abrir caminhos e mentes para inovações e estamos na prática também mostrando aquilo que a CPE tem de bom, fluxos diferenciados, modelos de trabalho, então é esse o chamativo desse público”, afirma Aparecida. A dinâmica do curso prevê a metade para visitas externas e a outra para a prática, mostrando o que o sistema está proporcionando e “trazendo para eles também a nova versão do PJe que está para ser implantada, além do módulo de gabinete, que é uma proposta nova da Corregedoria e da Presidência em modelos de inteligência artificial”, segundo a ministrante.

Lotada no cartório da 1ª vara cível da comarca de Rolim de Moura, Rosiane Eduarda Sampaio trabalha no tribunal há nove anos, mas esse é seu primeiro contato com a CPE. “A visão que nós tínhamos no interior era de algumas coisas que ouvíamos falar, que seria um trabalho com mais regras, as pessoas não teriam muita abertura, essa visão um pouco distorcida do que é realmente a CPE, então eu achei muito positiva essa possibilidade de realmente ver, conhecer na prática o que é, como funciona, o espaço físico bem amplo, como as pessoas estão distribuídas, a forma como trabalham nas varas, que é bem dinâmico”, relata. A servidora destaca ainda o setor de distribuição, que agora virou central de atendimento ao público: “Faz todo o atendimento de todas as varas que a CPE trabalha, o que é muito interessante no andamento do processo e deixa o cartório mais produtivo”.

Já Paulo Xisto Filho, atualmente lotado na CPE e também aluno do curso, ressalta o avanço e aprimoramento proporcionados. “Tenho dois meses de CPE, tem coisa que ainda é nova para mim, mas posso dizer que já está dando celeridade aos processos, e os colegas do interior vão poder também ter um conhecimento maior para quando porventura chegar a CPE no interior, eles já vão estar mais habituados”. Outra visita realizada foi ao fórum cível, para conhecer o cartório distribuidor: “Ali tem o contato, é uma forma também de fixar aquilo que aprende na teoria, ver realmente na prática como funciona. A CPE é uma inovação, um novo momento mesmo do judiciário, vendo a parte do jurisdicionado e do servidor também, você trabalha com mais motivação e produz melhor”, observa Paulo.

Por fim, Aparecida destaca outra das adequações que estão sendo feitas: “Essa vertente de voltar para o atendimento ao público, torná-lo mais humanizado, tentar fazer um melhor atendimento ao nosso jurisdicionado e consequentemente gerar melhor acesso à justiça”. Sobre a turma, ela conclui dizendo que “na realidade a gente está aqui com quarenta multiplicadores, essa é a proposta dos nossos cursos, fazer com que esses colegas voltem para as suas comarcas e levem aquilo que estão vendo, o material, conhecimento, tecnologia, e apresentem para os outros”.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron

Acompanhe-nos nas redes sociais: twitter.com/emeron_rondonia e facebook.com/EmeronRO

Poder Judiciário de Rondônia
Escola da Magistratura
Rua Tabajara, 834. Bairro Olaria. CEP 76.801-316
emeron@tjro.jus.br
(69)3217-1066