Entre os dias 29 e 30 de novembro, acontece na Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) o segundo módulo do Curso Saúde do Trabalhador e Direitos na Política Integral à Saúde dos Magistrados e Servidores do Poder Judiciário, voltado a 25 servidores do Departamento de Saúde (Desau) e outras unidades administrativas, com função de gestão estratégica. O módulo inicial foi realizado em setembro.

Ministrado pela psicóloga clínica Alice de Marchi, doutora em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e por Iacã Macerata, doutor em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense, onde é professor, o curso faz parte do projeto “Prevenção ao adoecimento psíquico no trabalho”, proposto pelo Desau com o objetivo de promover ações continuadas de prevenção, sensibilização e intervenções nos âmbitos da saúde dos servidores e magistrados do PJRO. A formação aborda, entre outros tópicos, a Política de Atenção Integral à Saúde dos Magistrados e Servidores, prevenção e promoção à saúde e a noção de direito à saúde, além da relação entre saúde e processos de trabalho.

Alice conta que o curso foi demandado a partir de uma detecção de altos índices de absenteísmo por adoecimento psíquico. “Temos trabalhado fazer uma definição desse campo problemático, que índices são esses, o que é adoecimento psíquico no trabalho e principalmente o que é saúde no trabalho, como podemos produzir saúde ao invés de adoecimento no âmbito do TJRO”, questiona. Os conteúdos tratam da relação entre saúde, trabalho, Direito e ações que vão além da criação de projetos. “Já existem vários em curso para enfrentar essa problemática, mas também é necessário implementar, ampliar, fortalecer essas ações e gerar novas propostas – porque essa questão impacta diretamente na produtividade e no atendimento ao público –, para que a promoção da saúde possa ser continuada e mais do que isso, fortalecida”, afirma a psicóloga.

Iacã explica que a causa de qualquer adoecimento é sempre multifatorial: “A questão do nosso curso é entender como no ambiente de trabalho a gente pode prevenir adoecimento, que está muito ligado ao modo como o trabalho é organizado e executado, à gestão, então buscamos propor sentidos de organização que possibilitem não só ações curativas e preventivas, mas promover saúde no trabalho, que seria criar espaços para pensar o modo como está se organizando para trabalhar”. Alice acrescenta que ações desse tipo são complementares a projetos que já existem, como o Se Cuidar é Legal e a Caminhada do Judiciário. “Ações que estejam no cotidiano do trabalho, que não são projetos específicos separados, mas modos de se organizar que sejam promotores de saúde, como conversas e reuniões de equipe, para que o ambiente de trabalho seja motivador e prazeroso”, orienta.

Esse repensar das relações e a dimensão subjetiva no trabalho, segundo a psicóloga, devem ser observados tanto pelo magistrado e servidor quanto pela própria instituição. “O trabalhador tem que estar no tribunal implicado e comprometido com os objetivos e a missão institucional, mas o tribunal também tem que estar em diálogo e constante negociação com o sentido e os objetivos de seus trabalhadores, essa sintonia é fundamental para uma produção de saúde de maneira mais orgânica, contínua e quase que natural no cotidiano de trabalho”. Por fim, ela reforça a importância dos dispositivos grupais: “Existe muita procura dos servidores de maneira mais individual e um acionamento do Desau que é mais na área da assistência, esse atendimento individual é fundamental, mas os dispositivos grupais são ainda mais eficientes e eficazes”.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

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