Durante os dias 29 e 30 de novembro, aconteceu na Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) o Encontro de Multiplicadores do Projeto Educação Financeira, voltado a 15 servidores lotados em Porto Velho e cinco de comarcas do interior, que atuam em oficinas internas de assuntos relacionados à educação financeira e as influências das emoções no uso do dinheiro ao longo do ciclo vital.

Coordenado pela servidora Daniella de Souza e Pereira, do Departamento de Saúde e Bem-Estar Social (Desau), o projeto Educação Financeira está em execução nos últimos cinco anos. O objetivo da formação continuada para os multiplicadores é melhorar a qualidade das oficinas ofertadas, buscando formas didáticas, mas também criativas de abordar os assuntos de aposentadoria, finanças e investimentos. O encontro trabalha fundamentos didáticos e pedagógicos aplicados às práticas educacionais e psicologia financeira, auxiliando os multiplicadores no aprimoramento de técnicas e práticas de ensino, mediante o planejamento de estratégias de ensino que favoreçam a eficiência, eficácia e efetividade das ações de capacitação.

No primeiro dia, a educadora Francisca Helena Góes ministrou a oficina “Planejamento e Estratégias de Ensino”, abordando os principais aspectos da prática pedagógica das ações de ensino, como a transversalidade – que promove o intercâmbio de saberes sem abrir mão de uma uniformidade nos processos formativos –, a didática psicopedagógica e a andragogia (“aprender-fazendo”) aplicadas à prática de instrutores, além de técnicas e planejamento do ensino, e postura ética e didática do instrutor.

Já no segundo dia, a psicóloga Valéria Meirelles conduziu o workshop “Dinheiro: significado, crenças, valores e emoções ao longo da vida”. Os conteúdos incluíram: significado do dinheiro; padrões de consumo; atitudes, crenças e valores no uso do dinheiro ao longo da vida e nas relações familiares, pessoais e profissionais; e emoções que permeiam o uso do dinheiro em cada etapa da vida.

Psicóloga do Serviço de Apoio Psicossocial às Varas de Família de Porto Velho, Roberta Soares Berudtt participou pela primeira vez do encontro: “Fiz o ano passado como aluna a oficina de educação financeira e agora fui convidada para participar do workshop”. Ela conta que as ministrantes trabalharam de forma muito prática a didática de como levar o conteúdo para os servidores nas oficinas. “Sempre procurando ter exercícios, o que você vai aplicar lá você passa pelo exercício primeiro, experimenta para ver como funciona e adapta, com certeza me deu instrumentos que podem ser utilizados com o conteúdo que está sendo trazido, uma complementa a outra”, diz.

Para ela, o que mais se destacou foi a questão do quanto o emocional é importante no olhar para a relação com o dinheiro: “Olhar para a história, conhecer a herança que você tem disso e que contribui com a forma como lida com o dinheiro hoje”. Uma das atividades propostas foi uma árvore genealógica. “Poder olhar para os pais, os avós, como eles lidam com o dinheiro e como foi passado para você, aí você acaba tendo que olhar para isso, o que a gente nem sempre tem o hábito de fazer”, afirma.

Já Alexandro Almeida, coordenador do Núcleo de Gestão Socioambiental, está no projeto desde os primeiros anos. Segundo ele, o projeto teve uma evolução muito grande, pois houve a preocupação da coordenação em trazer instrutores que pudessem aumentar o conhecimento dos multiplicadores na área: “A educação financeira é uma área que envolve várias disciplinas, tem que ter um conhecimento de psicologia, economia, administração, direito”.

Ele explica que a equipe de multiplicadores identifica dois tipos de servidores, os que necessitam do conhecimento para planejar melhor e adequar sua vida financeira, e aqueles que querem começar um processo de investimento, olhando mais a longo prazo. “Apresentamos um mercado financeiro de forma mais ampla, mostrando produtos e serviços que eles podem acessar e as propostas que o mercado tem, e fazemos ele pensar qual dessas propostas se adequam mais aos seus objetivos. Não somos experts em mercado financeiro, queremos demonstrar como ele viver bem com aquilo que tem, se ele quiser conhecer mais mostramos várias plataformas de ensino sólidas e eficientes, que aí ele pode saber o que quer e tem direção”, ressalta Alexandro.

Roberta conclui que foi impactada pela oficina enquanto servidora: “O quanto ter participado fez diferença para mim, na minha forma de lidar com o dinheiro, de administrar as minhas finanças, então hoje estar aqui é bem interessante, com certeza o que foi feito por mim, o impacto que teve na minha vida é o que eu também pretendo replicar”.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

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