Opinião

A Necessária Mudança na Matriz Energética Mundial

INTRODUÇÃO

Uma das grandes preocupações da atualidade reside no efeito das atividades antropogênicas sobre a natureza, levando ao que Ulrich Beck denomina de “sociedade de risco”.

Para Beck, ocorreu o fim da contraposição entre natureza e sociedade, ou seja, a natureza não pode mais ser concebida sem a sociedade, e a sociedade não mais sem a natureza. As teorias do século XIX, e suas modificações no século XX, conceberam a natureza como algo a ser subjugado, porém no final do século XX, a natureza nem é predeterminada nem designada, tendo-se transformado em produto social. Como consequência, essa socialização da natureza também implica na socialização das destruições, de modo que os danos às condições naturais da vida convertem-se em ameaças globais para as pessoas, em termos medicinais, sociais e econômicos – com desafios inteiramente novos para as instituições sociais e políticas da altamente industrializada sociedade global.

É essa transformação de ameaças civilizatórias à natureza em ameaças sociais, econômicas e políticas sistêmicas que representa o real desafio do presente e do futuro, o que justifica o conceito de sociedade de risco para Beck.

Uma dessas ameaças é o chamado aquecimento global, que decorre do aumento de concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.

A realização da COP 21 em dezembro/2015 evidenciou a necessidade de encontrar alternativas para a redução dessas emissões, como única maneira de conservar a vida digna no planeta.

O presente artigo objetiva trazer um panorama da situação do aquecimento do planeta e propor três alternativas viáveis que poderão contribuir para a diminuição da liberação de gases de efeito estufa, dando-se maior ênfase à despetrolização da economia, tendo em vista que a maior parte dos problemas ambientais (poluição do ar, chuva ácida, aquecimento global, perda de biodiversidade, desertificação etc) são causados pela queima de combustíveis fósseis. Trata também da necessidade de preservar as florestas e realizar o reflorestamento em áreas degradadas, bem como faz uma rápida passagem pela ideia de economia circular, com o fim do desperdício de matéria-prima. 

O método de estudo é o bibliográfico, consistente na análise de doutrina sobre as mudanças climáticas que estão ocorrendo e as possíveis soluções para sua contenção, além de notícias obtidas na internet. O tratamento da matéria será feito pelos métodos dedutivo e argumentativo.

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