O Núcleo permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos – Nupemec, por meio da Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron), promove desde o dia 25 de novembro, a Formação Básica em Mediação Judicial, voltado a conciliadores e servidores que atuam nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania – Cejuscs que não possuem ou com formação incompleta em mediação.

A realização da formação atende a um diagnóstico realizado pelo Nupemec em relação à qualificação daqueles que estão atuando atualmente com autocomposição. Segundo o estudo, em ações anteriores, foi priorizada a formação de conciliadores, e era necessário capacitar os servidores também para a mediação, permitindo que que cada Cejusc tenha seu pessoal totalmente preparado em autocomposição (mediação e conciliação). “Com essa formação, nós queremos que os serviços de autocomposição oferecidos no Cejusc sejam de qualidade, e a formação de quem está lá desenvolvendo essas tarefas é importantíssima porque quanto mais preparado estiver nosso servidor mediador ou conciliador, melhor será o serviço oferecido à população. Esse é um foco do Nupemec e está entre as suas atribuições fazer com que de fato esse serviço seja satisfatório à população”, explicou Maria Abadia de Castro Mariano, coordenadora do Nupemec e uma das ministrantes da formação.

A formação é realizada em três etapas. A primeira, de 25 a 29 de novembro, compreendeu o módulo teórico, em que os participantes são apresentados aos conceitos de conflito, ao panorama histórico dos métodos consensuais de conflitos na legislação brasileira, à Política Judiciária Nacional de tratamento adequado de conflitos e aos preceitos da Cultura da Paz e dos Métodos de Solução de Conflitos. Um dos diferenciais dessa formação é a interdisciplinaridade, apresentada por meio da inclusão de temas como preconceito de gênero e também da integração entre vários professores mediadores. “Nós estamos trabalhando por meio da interdisciplinaridade efetivamente durante essa capacitação, então nós trouxemos temas novos, como gênero e conflito, e estamos intercalando os professores para que possamos acompanhar e ir fazendo uma visão um pouco mais ampla e diversa sobre a mediação e colaborarmos com esse processo de ensino-aprendizagem dos alunos”, pontua a juíza Úrsula Gonçalves, também instrutora do curso.

Além de Maria Abadia e Úrsula Gonçalves, integram o corpo docente os juízes Guilherme Ribeiro Baldan e Ilisir Bueno Rodrigues e as Servidoras Maria Inês Soares de Oliveira e Mariângela Aloise Onofre, todos formados mediadores. Eles também participaram da segunda etapa do curso como tutores no Estágio Prático Supervisionado, realizado no período de 2 a 6 de dezembro no Cejusc e no Serviço de Apoio Psicossocial às Varas de Família da Comarca de Porto Velho. Cada professor orientou um grupo de seis alunos durante a atuação deles em audiências reais. “Na primeira semana nós fizemos simulações de casos fictícios, no estágio eles atuam em casos reais com todas as técnicas que foram passadas, e aí nós orientadores vamos estar acompanhando isso, inicialmente com um sistema de observação”, complete Ilisir.

Encerrando a formação, no período de 9 de dezembro de 2019 a 30 de junho de 2020 os os alunos participam do Estágio Autossupervisionado, em que desenvolvem suas atividades observando a aplicabilidade daquilo que aprenderam na etapa teórica e estágio supervisionado. “É importante essa autopercepção para que eles aprendam a utilizer, de acordo com o conflito que aparecer, aquela ferramenta mais útil, mais adequada”, encerra Úrsula.

Fonte: Assessoria de Comunicação - Emeron

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