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RESUMO

O avanço das organizações criminosas no estado de Rondônia tem se intensificado nos últimos anos, impulsionado por fatores geográficos, socioeconômicos e institucionais. A proximidade com a fronteira boliviana transforma a região em uma rota estratégica para o tráfico de drogas e armas, favorecendo a atuação de facções nacionais como o PCC e o Comando Vermelho. Esses grupos têm expandido sua influência não apenas nos centros urbanos, mas também em áreas rurais e comunidades tradicionais, associando-se a crimes ambientais e à exploração ilegal de recursos. Mesmo com o aumento das operações policiais e a instalação de presídios federais, como o de Porto Velho, a criminalidade organizada mantém suas estruturas operacionais, demonstrando capacidade de adaptação e resistência à repressão estatal. A atuação de líderes a partir do sistema prisional e a continuidade das ordens por meio de intermediários indicam que o encarceramento, por si só, é insuficiente para desarticular essas redes. As respostas do estado incluem ações integradas entre forças de segurança, operações interestaduais e o fortalecimento da inteligência policial. No entanto, persistem desafios como a superlotação carcerária, a escassez de investimentos em políticas públicas e a vulnerabilidade social, que continuam a alimentar o recrutamento de novos membros pelas facções. Diante desse cenário, torna-se urgente a adoção de estratégias que combinem repressão qualificada com políticas de prevenção social, promovendo inclusão, educação e oportunidades para reduzir o poder de influência do crime organizado em Rondônia.

Palavras-chave: organizações criminosas - Rondônia; Segurança Pública; Desafios - Segurança pública.

Autor:  Edvaldo de Araújo Elias.

Orientador: Prof. Arlen José Silva de Souza.