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O estupro é um crime com graves consequências psicossociais na vida da vítima. Comumente está associado ao fenômeno do machismo, o que o insere dentro das violências desempenhadas pelo sistema estrutural de opressão de gênero. Na presente monografia, aborda-se o estupro e seus impactos especificamente no que tange às mulheres que são vítimas de tal violência hedionda. É inegável que além do ato criminoso em si, as vítimas de estupro ainda padecem com outros tipos de violações de direitos derivadas da cultura patriarcal e machista, tais como: violência institucional, "tribunal da internet" e desamparo social. É a chamada “pedagogia da crueldade”, na qual justificam que o crime ocorreu por diversos fatores que envolvem ações da vítima, e não do único responsável. Assim, a mulher vítima de violência irá “aprender” por meio do ato criminoso, seja a não se comportar de determinada maneira ou a tomar ações diferentes. No entanto, indagase: como a pedagogia da crueldade está inserida no Sistema da Justiça? Assim, o objetivo do trabalho é compreender a responsabilização social da mulher, imposta pela sociedade, em crimes em que figura como a vítima da violência sexual. E para responder esses questionamentos, utilizouse da seguinte metodologia de pesquisa, para efeitos analíticos, utilizou-se do mito de Medusa como instrumento para reflexões críticas sobre a pedagogia da crueldade e seus efeitos na Justiça e na violência contra as mulheres. Relaciona-se a história da Medusa com o contemporâneo de incontáveis mulheres, demonstrando que o patriarcado é responsável pela submissão social das mulheres aos homens, com resultados diretos como o estupro. A metodologia de pesquisa utilizada foi o uso do mito, e a técnica de pesquisa foi mista, com pesquisa bibliográfica e pesquisa documental.

 

Palavras-chave: Pedagogia da Crueldade; Estupro; Culpabilização da mulher; Medusa.

Autor(a): Gabrielle Constantino.

Orientador(a): Prof. Me. Leandro Aparecido Fonseca Misiatto.