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Diariamente, a sociedade brasileira visualiza, através das mídias, o crescimento da criminalidade no país, a qual é muitas vezes acompanhada da imagem de um suspeito negro, pobre ou periférico, como se o crime tivesse uma única cor e classe social. Este é apenas um dos atos resultantes da desigualdade que permeia o Brasil, o qual reflete em uma atuação arbitrária por parte das autoridades policiais, perseguindo-se os mais vulnerabilizados, por um reflexo do autoritarismo instalado em referido órgão. Na tentativa de verificar referida situação, a pesquisa fixou como objetivo geral analisar a violência estrutural e cultural na atuação da polícia brasileira, verificando os comportamentos das autoridades face à abordagem dos grupos minorizados. Como metodologia, optou-se pelo método descritivo, utilizando como técnica a pesquisa bibliográfica e documental, da qual se realizou um levantamento do tema com base na doutrina, em artigos científicos publicados em revistas jurídicas, extraídos do Google Acadêmico, SciELO e CAPES, e uma análise jurisprudencial. A conclusão da pesquisa direciona que, a violência policial é consequência de um autoritarismo que insiste em irradiar para os órgãos públicos, fazendo-os agir de maneira seletiva e desigual, chamando a atenção para uma necessidade de modulação pedagógica e humana das autoridades, bem como de políticas públicas que tutelem os mais vulnerabilizados.
Palavras-chave: autoritarismo; igualdade; seletividade; sistema criminal; vulnerabilizados.
Autor(a): Larissa Dias Fernandes.
Orientador(a): Profª. Miria do Nascimento de Souza.