A Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron) concluiu na sexta-feira (27), o curso “Inclusão em Língua Brasileira de Sinais (Libras)” para servidores(as) e estagiários(as) do setor logístico da Central de Processos Eletrônicos do 1º Grau (CEPLog). 

Desde o início do ano, a unidade, localizada no Fórum Geral César Montenegro, conta com o apoio de um jovem estagiário, acadêmico do curso de Letras/Libras na Universidade Federal de Rondônia (Unir), Emanuel Roberto Carvalho, que é surdo.

Atenta à necessidade de inclusão plena do estagiário à unidade, a servidora Núbia Sussuarana solicitou à Emeron a realização de um curso de Libras para todos que conviviam com ele no setor. 

Durante um mês, a equipe teve uma hora diária do expediente para as aulas com a professora Núbia, na qual foram ensinados os principais sinais necessários para a comunicação entre todos.

Núbia explica que foi realizado um estudo prévio para definir a lotação do estagiário, de modo que ele se sentisse bem e produtivo. “Não basta colocar dentro do Tribunal para trabalhar. A gente tem que fazer uma inclusão de verdade. No caso do Emanuel, a acessibilidade é comunicacional. Hoje, a CPELog inaugura um ambiente totalmente bilíngue dentro do Tribunal de Justiça”.

José Olímpio Júnior, gestor da unidade, já tinha experiência prévia com Libras, adquirida em sua atuação em comunidade religiosa, o que facilitou a recepção de Emanuel. Ao perceber que a comunicação do novo estagiário estava concentrada em apenas dois ou três servidores com algum conhecimento de Libras, surgiu a sugestão do curso, com o objetivo de ampliar as possibilidades de interação e integração de toda a equipe.

“Quando a Núbia veio conversar comigo que tinha um estagiário surdo para chegar e estava em busca de uma unidade onde ele pudesse atuar, de pronto, eu, como pessoa com deficiência que sou, disse que com certeza aqui é o lugar certo para ele e, de fato, tem sido gratificante e prazeroso ter o Emanuel aqui conosco”.

Um dos colegas mais próximos de Emanuel é o técnico judiciário Eli Fagner Brito, que também já tinha conhecimento básico de Libras. O técnico demanda tarefas e orienta o estagiário em seu processo de aprendizado, objeto precípuo do estágio acadêmico. “Com a chegada do Emanuel foi muito interessante pois pude retomar meu aprendizado de forma diferenciada, diária e na prática. Me sinto privilegiado de fazer parte da história do Tribunal, compondo o quadro com o primeiro estagiário surdo”, declarou.

O estagiário conta que o TJRO é sua primeira experiência no mercado de trabalho e assegura que o apoio dos colegas tem sido fundamental para a rotina que desfruta com satisfação no Judiciário.

“Aconteceu de eu ser aprovado nesse projeto, e eu fui fazendo as perguntas e fui entender como era o fórum, como seria meu trabalho. Inicialmente, eu fiquei um tanto nervoso, mas eu confiei em mim, eu perseverei e me mantive firme nesse propósito. Eu entrei, percebi as pessoas muito educadas e a comunicação foi fluindo”, lembra.

Concluído o curso na CPELog, a expectativa é que a formação seja replicada em outras unidades do Judiciário de Rondônia que também estão recebendo estagiários surdos. As contratações integram o projeto TJRO Mais Inclusivo, que abriu vagas específicas para incluir e acolher estagiários com deficiência(s).

Fonte: Assessoria de Comunicação da Emeron

Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron

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