Na última semana, a Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (EMERON) promoveu o último módulo da pós-graduação Lato Sensu em Terapia Familiar Sistêmica, oferecida pelo Poder Judiciário a psicólogos e assistentes sociais de diversas comarcas. A realização do curso de pós-graduação objetivou o aprofundamento do conhecimento técnico no atendimento familiar, possibilitando aos adquirir conhecimentos e práticas específicos para a aplicação da abordagem sistêmica em todas as intervenções psicossociais realizadas na prestação jurisdicional.

Cleonice Peixoto, coordenadora e professora do curso, explica que o objetivo da terapia familiar sistêmica é fortalecer a família para que seus integrantes resolvam os problemas e, com isso, cesse a necessidade de intervenção judicial. Em encontros estruturados (com início, meio e fim), os profissionais utilizam as ferramentas aprendidas para auxiliarem as famílias a reestabeleceram os vínculos e o diálogo e a encontrarem, por si, a solução para a questão apesentada.

 

Ana Karyna Lira Gomes, Assistente Social da Vara de Proteção à Infância e Juventude de Porto Velho, corrobora que a formação contribui muito para a revisão das práticas profissionais. “A gente aprende a não olhar com foco exclusivo, mas a olhar atrás daquele caso que chega, conhecer a história daquela família, e isso é essencial, principalmente no meu caso, que trabalho com violação de direitos intrafamiliares”.

Ao todo foram 390 horas aula, divididas em 13 módulos híbridos, sendo seis presenciais e outros sete no formato de educação a distância (EaD). Além dos conteúdos teóricos, que abordaram assuntos como o pensamento sistêmico, intervenção junto à família e estrutura familiar, os alunos participaram de estágio supervisionado em atendimento social, acompanhando, durante oito encontros, sete famílias que possuem processos judiciais. Ana Karyna destaca que que já durante as sessões era possível ver melhora na postura dos participantes. “Avaliando os processos das famílias que foram acompanhadas, é nítido o resultado positivo que já foi apresentado por elas. O ganho não foi nosso, mas das famílias. Ver esse resultado durante a formação traz muita crença de que isso não é só teórico, mas que faz parte de uma atuação profissional de maior qualidade”, afirmou.

Acerca do estágio, Cleonice salienta o empenho da turma e a repercussão da atividade na prática jurisdicional. “Essa turma é muito boa, presente e empenhada no trabalho deles, que é mexer com famílias. Como resultado desse empenho, já vemos alguns levarem o modelo de terapia familiar sistêmica para suas comarcas, com atendimento estruturado, promovendo a intervenção e dando esperança para essas famílias que se encontram em conflitos”.

Além do trabalho de conclusão de curso que os alunos deverão entregar em breve, Cleonice conta que a turma tem planos para a confecção de um e-book com os relatos das famílias atendidas nas duas turmas do curso. “São 14 histórias com esse modelo de atendimento de terapia breve, e queremos contar essas histórias que deram certo”, conclui.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

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