A partir da próxima semana, um grupo de alunos do 6º período do curso de licenciatura em História, da Universidade Federal de Rondônia, participarão do curso de Introdução à Arquivologia e Técnicas de Tratamento Documental, ministrado pela Coordenadora do Centro de Documentação Histórica (Cendoch) do Tribunal de Justiça de Rondônia, Nilza Menezes Lagos. Na tarde de ontem (29), os alunos visitaram o Cendoch e conheceram as instalações da unidade.

O curso faz parte das atividades da disciplina “Prática de Pesquisa em História e Educação”, ministrada pela professora doutora Marta Valéria de Lima. Ela explica que na atualidade, apesar da diversidade de plataformas e da digitalização de acervos, o contato com a documentação física ainda é muito relevante. “A multiplicidade de fontes é gigantesca, mas no caso do curso de história, elas surgem a partir da documentação, então a gente não pode perder essa identidade de vista. Embora possa trabalhar outros formatos, a base da pesquisa documental, da instrumentalização, do treinamento de aprendizagem é a documentação escrita. E passar por toda a forma de documento escrito é importante para que não fique muito restrito”.

Além do aprendizado em relação ao contato com a documentação, a intenção da atividade é que os alunos conheçam mais a fundo a história da região que se guarda nos documentos e, com isso, possam produzir novos conhecimentos. “No passado, nós tivemos vários alunos que desenvolveram projetos de mestrado ou que utilizaram os processos judiciais como fonte para suas dissertações. É muito importante e faz uma diferença na formação profissional do aluno. A presença deles aqui é importante para que eles possam despertar o interesse por novos campos de investigação, novas temáticas, pois os processos são muito ricos em dados e é isso que a gente quer, que eles manuseiem essa documentação e quiçá, futuramente, também escrevam seus trabalhos de conclusão de curso, seus projetos de mestrado, utilizando como fonte os processos judiciais”, afirma Marta.

Nilza Menezes conta que a parceria com a Universidade já é antiga e que vários profissionais já receberam a formação oferecida pelo Cendoch. No curso, que também é aberto à comunidade, são ensinadas técnicas de catalogação e arquivologia. “Nós ensinamos a ler o processo e extrair desse documento todos os dados técnicos para arquivística (número de folhas, etc) e para centros de documentação histórica, como um resumo, do que se trata o processo, quais as palavras chave que podem ser utilizadas para pesquisa. Também trabalhamos como higienizar o processo para facilitar a preservação e o manuseio”.

Nesta primeira visita, os alunos conheceram as instalações do Cendoch, o acervo e também a metodologia de trabalho. Nilza, que também é historiadora, falou sobre como os registros contidos nos documentos ajudam o pesquisador a remontar aspectos econômicos e sociais da época a que se referia o processo, permitindo diversas possibilidades de pesquisa ao profissional. Ela também apresentou alguns processos históricos como exemplo.

A professora Marta elogiou o Centro de Documentação Histórica do TJRO, destacando sua importância para a formação dos novos historiadores. “O Cendoch é o espaço em Porto Velho que melhores condições oferece para acolher a comunidade acadêmica, pois oferece todo o documental, o espaço e as ferramentas para os alunos trabalharem. Infelizmente, em outros centros de documentação da cidade a gente não tem essa infraestrutura, não é possível trabalhar com grupos de alunos, fazer visitação, trabalhos técnicos. Então isso termina trazendo prejuízo à formação de mão de obra, para a formação de intelectuais, porque quando o aluno está lendo um documento ele vai tendo autonomia, ele vai refletir sobre o que ele está lendo e passa a ter um campo de visão que é próprio dele”.

Géssica Cristiane, aluna do curso, possui boas expectativas quanto à formação. “Eu gostei muito daqui, foi muito receptivo. Participar do curso vai ser bom para que a gente possa conhecer temas novos que podemos pesquisar. Isso para o ofício do historiador é muito importante”, conclui.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron

Acompanhe-nos nas redes sociais: twitter.com/emeron_rondonia e facebook.com/EmeronRO

Poder Judiciário de Rondônia
Escola da Magistratura
Av. Rogério Weber, 1872, Centro. CEP 76801-906
emeron@tjro.jus.br
(69) 3309-6440
Emeron © 2025 | Todos os direitos reservados