A Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) promoveu no último fim de semana e nesta segunda e terça-feira o terceiro módulo da Formação em Constelações Familiares para Magistrados e Servidores do Poder Judiciário de Rondônia. O módulo, ministrado pela psicóloga especializada em Constelações Familiares e sistêmicas Marly Ferreira, abordou as árvores genealógicas e pertencimento.
No módulo, os alunos foram apresentados ao conceito de árvore genealógica afetiva, em que se priorizam as relações aos dados técnicos da família. Com isso, Marly estimulou os alunos a conhecerem as histórias por trás de cada personagem para a compreensão do seu real papel dentro desse sistema. “Dentro desse trabalho com a árvore genealógica nós também trabalhamos o que em constelações familiares a gente chama de pertencimento: quem pertence à família, qual lugar ocupa na família, quais foram os acontecimentos que marcaram a vida da família, para que o aluno se aproprie da sua história familiar, tal como foi”, afirma Marly.
Nos dias 06 e 07 a formação foi ministrada para cerca de 30 magistrados. Já nos dias 09 e 10 de setembro, foi a vez de mais de 130 servidores, de todo o Estado, participarem. Zilma Watanabe, do Instituto Vida Plena, responsável pelo curso, destaca a importância da realização das duas turmas simultâneas. “Quando teve a primeira formação para os magistrados, em 2015, eles demonstravam um grande desejo de que os servidores também conhecessem, pois a proposta para o futuro e, que alguns já estão utilizando, é que essa temática seja utilizada como ferramenta da justiça. Então, se o magistrado compreende bem o que são as constelações e o servidor também compreende, quem lucra é todo o sistema judiciário”, explica.
Silvana Freitas, juíza coordenadora do curso, explica que apesar da constelação poder ser utilizada como ferramenta para a atuação jurisdicional, o objetivo da formação é a qualidade de vida de magistrados e servidores. “Nós temos índices alarmantes de adoecimento no nosso Tribunal, tanto servidores quanto magistrados estão adoecidos e com essa ferramenta a gente consegue trazer mais tranquilidade para as nossas relações. Os conflitos que nos adoecem são na maioria das vezes relacionais: relação afetiva, relação familiar, relação com o dinheiro. Então, se eu consigo apaziguar os meus conflitos isso reverbera também na minha saúde física, porque o emocional está muito ligado ao físico”.
Ela destaca que, apesar do foco na saúde, o curso tem reflexos imediatos na atuação profissional dos participantes. “Se eu tenho conhecimento da ordem familiar, que é a ferramenta principal das constelações, e consigo aplicar na minha vida não tem como não aplicar no meu trabalho também. Então, se eu sou uma juíza que está fazendo algum divórcio e vejo qual é a desordem, eu tenho mais ferramentas para poder auxiliar aquelas pessoas, porque muitas vezes numa separação de casal a gente vê que tem amor mas falta ordem, então se você consegue nem que seja por uma observação ou por uma dica, auxiliar de repente em vez de fazer um divórcio, a fazer uma reconciliação”, encerra.

No encerramento do módulo da turma de servidores, Zilma Watanabe voltou a ressaltar a relevância do trabalho. “O Tribunal de Justiça de Rondônia é o primeiro a olhar pela saúde de seus servidores com as constelações familiares. Eu tenho a experiência de, no setor privado, atender pessoas que vem, resolvem suas questões e vão embora, mas é uma dinâmica totalmente diferente fazer isso em um órgão público, pois os efeitos ficarão por anos, junto com seus servidores. A justiça se beneficiará muito com a participação de vocês”.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
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