
Realizada pela Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron) em parceria com a Polícia Militar do Estado, a pós-graduação lato sensu em Gestão Pública teve mais um módulo no último fim de semana: Gestão de Logística e Patrimônio. Ministrada por Elaine Bettanin, a disciplina contou com uma visita técnica dos 30 oficiais e praças que compõem a turma ao Centro de Apoio Logístico (CAL) do Tribunal de Justiça de Rondônia.
Elaine, titular da mesma disciplina em outra pós-graduação da Emeron, apresentou os conceitos básicos da matéria e informações específicas para contribuir na busca de soluções e respostas para as dificuldades e desafios que a PMRO possa vir a enfrentar com políticas de suprimentos, distribuição, serviços e todos os insumos necessários à prestação dos serviços institucionais. O objetivo é que os pós-graduandos sejam capazes de gerir as atividades de logística e patrimônio de forma organizada, processual e produtiva, com uma visão sistêmica e integrada do serviço público.
Sobre a função da logística, a ministrante explica que, tanto para a PM quanto para qualquer instituição pública ou privada, é muito importante “porque agrega o processo de planejar, implementar e controlar eficientemente o custo correto, desde o fluxo, armazenagem de matérias primas, estoques, o cálculo correto pro custo da entrega de todo material ou de serviços para que a instituição possa funcionar da melhor maneira com o menor custo”. Além dessa análise, há conceitos novos e a preocupação com outras inovações que precisam ser implementadas no setor público, como a logística reversa, onde os insumos voltam para os fabricantes. “Eles precisam contemplar isso nas licitações para diminuir o custo do que se compra de novo e ter responsabilidade socioambiental”, pontua Elaine. A parte teórica da disciplina tratou também dos custos com armazenagem e distribuição, bem como o processo de compras públicas, também eixo da gestão logística.

A visita in loco incluiu o Departamento de Aquisições e Gestão de Patrimônio (Deagesp), onde os alunos puderam ver na prática todos os conceitos de gestão de estoque e de armazenagem, como são classificados e organizados os materiais. “Hoje o tribunal atende todos os preceitos relacionados a isso, então essa visita permite que eles conheçam um pouco dos nossos sistemas disponíveis”, afirma a ministrante. Os pós-graduandos foram acompanhados pelo chefe da Seção de Incorporação de Bens de Consumo e Permanentes (Seiben), Francisco Carlos Pereira Júnior. Foi abordada ainda a questão do plano de logística sustentável no TJRO e exemplos de outras instituições, para que os policiais repensem as suas metas com relação a sustentabilidade.
A aluna Renata Marques, que atua no núcleo de polícia comunitária do 9° batalhão de Porto Velho, elogiou o desenvolvimento do curso: “É um privilégio para nós podermos fazer uma pós-graduação nesse nível, sem ônus e oportunizada não apenas para o pessoal da capital, mas também para os colegas do interior, e para mim está sendo de grande valia, uma oportunidade única com profissionais gabaritados e experientes que repassam conhecimentos que serão muito bem empregados na nossa atividade diária enquanto administração pública”.
A policial, que é de Rolim de Moura, onde trabalhou inicialmente na corporação durante seis anos, conta que, quando se mudou para a capital, em 2013, sua primeira lotação foi na diretoria de apoio administrativo e logístico da PM. Sobre o módulo, ela diz que, enquanto profissional que já atuou na área, é muito importante poder fazer esse comparativo, “do que nós temos, como nós fazemos e o que a gente pode aprender com o tribunal e com outras áreas, principalmente nessa visita”. Segundo ela, a realidade da PM ainda é um pouco distante daquela existente no Tribunal de Justiça: “O TJ é como se fosse um parâmetro, um padrão, é importante ver como ele faz e como a gente pode melhorar dentro da nossa instituição os nossos estoques e a nossa distribuição de material”.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
Fotos: Emeron e Hans Muller Marques Lopes
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