No último fim de semana, a pós-graduação lato sensu em Estudos Avançados sobre o Crime Organizado e Corrupção, promovida pela Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) do Ministério Público estadual e a Escola Superior do Tribunal de Contas de Rondônia, promoveu a última atividade do curso: um seminário para apresentação das monografias produzidas pelos quarenta e sete alunos da especialização.

Durante os dias 13 e 14, os alunos se revezaram na apresentação de seus trabalhos e no acompanhamento e apoio aos colegas que também defendiam suas produções. Magistrados, promotores, procuradores, auditores, policiais civis e militares e servidores do Sistema Estadual de Justiça, que compuseram a primeira turma da especialização, abordaram temas como: colaboração premiada, atividade de inteligência, auditoria governamental, lavagem de capitais, facção criminosa, ativismo judicial e cooperação interinstitucional.

Na ocasião, também foi realizada uma pequena cerimônia para o descerramento da placa registrando o nome de todos os discentes da primeira turma. Para a magistrada Juliana Paula Brandão, uma das alunas convidadas a fazer o descerramento, a pós-graduação superou as expectativas: “Nos surpreendemos com a grandeza, competência, capacidade e conhecimento dos ministrantes de cada módulo, desde cibernética e facções criminosas até o combate à corrupção em níveis mais específicos, como crimes cometidos com alta tecnologia”. A juíza apresentou o seu estudo de caso sobre facções criminosas no presídio Urso Panda, em Porto Velho. “Um curso muito rico, a Emeron está de parabéns, nós estamos com uma sensação de satisfação profissional muito grande”, complementa.

A cooperação entre os órgãos foi colocada em prática na própria pós-graduação, que possibilitou contato e aproximação entre magistrados, servidores, policiais e membros do MPRO e TCE. Segundo a procuradora de contas Érika Saldanha Oliveira, foi uma experiência única para todos os alunos. “A gente pôde compartilhar e receber conhecimento dos outros colegas, das experiências vividas no dia a dia em áreas que não são a nossa, mas que de alguma forma se comunicam”. Sua monografia foi justamente sobre a necessidade de aprimoramento da comunicação e integração dos órgãos de controle, visando maior efetividade no combate à corrupção. “Todo o aprendizado, os debates e trabalhos feitos em conjunto, acredito que deixam como legado a conscientização da necessidade que todos esses órgãos envolvidos nessa pós precisam se comunicar mais e melhor”, acredita Érika.

O coordenador do curso, juiz Sérgio William Domingues Teixeira, destaca a importância dos assuntos estudados: “É a ordem do dia, corrupção é um dos grandes problemas que o Brasil enfrenta e saber como defender o Estado em relação a esse tipo de crime é quase que uma condição de sobrevivência do nosso país”. Sobre a seleção dos docentes, pontua: “Tínhamos o cuidado de trazer professores renomados do Brasil inteiro, preparando todos os profissionais de diversos segmentos para que tenham muito mais instrumentos e tecnologia para solução dos litígios relativos a organizações criminosas”.

Também professor da especialização, o magistrado reconhece o alto nível alcançado pelos alunos. “Nessa etapa final, fiquei admirado com a qualidade dos trabalhos e a seriedade com que se dedicaram para apresentá-los, acho que o resultado foi de extremo êxito para o TJRO e Emeron, e vamos ter muito material técnico-científico para publicação de um e-book ou de uma revista exclusiva”, conclui Sérgio William.

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Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

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