Na primeira quinzena de fevereiro, vinte servidores do Tribunal de Justiça de Rondônia lotados em São Francisco do Guaporé, que atuam diretamente com o público interno e externo, participaram da formação Diálogos Transformadores, realizada no auditório do tribunal do júri da comarca. Promovido pela Escola da Magistratura do Estado (Emeron), o curso já foi oferecido em outras cidades em anos anteriores.

Ao longo de quatro encontros, servidores dos cartórios criminal e cível, gabinete e administração do fórum, além de convidados do Ministério Público de Rondônia e Defensoria Pública do Estado que atuam na comarca, aprenderam a como mudar sua postura comunicativa, ampliando a capacidade e segurança para o diálogo por meio do desenvolvimento da escuta. Ministrada por Karin Kansog, facilitadora e formadora em práticas restaurativas, a formação propôs ferramentas de reflexão para as mais diversas circunstâncias, capacitando os participantes a lidar de forma positiva com conflitos em potencial ou já estabelecidos em seus relacionamentos profissionais e pessoais.
Para a coordenadora do curso, Camila Diniz, que é diretora do cartório cível de São Francisco, foi uma experiência bastante proveitosa e enriquecedora a todos os participantes. “Foi uma reconstrução da nossa visão de mundo, em especial nos deu a oportunidade de criar habilidades para falar abertamente sobre qualquer assunto de maneira eficaz, que resolva e solucione sem ter reservas, nem calar e ficar no silêncio, que seria prejudicial, nem falar em excesso coisas desnecessárias que possam atrapalhar a comunicação”, considera.
A cada diferente unidade, foram apresentadas aos alunos questões para reflexão e, a partir das repostas, explanados os conceitos, dialogando-se sobre eles. Também foram feitos exercícios práticos, tanto escritos como orais, de forma individual, em duplas e em grupos. Ao final, foram introduzidas ferramentas úteis para o diálogo transformador acontecer e para se conectar à expressão do outro, de forma que este se sinta realmente ouvido.

Segundo a coordenadora, por meio dessas ferramentas, o curso ajuda a melhorar a própria comunicação, tanto verbalmente como na escrita. “Uma das que mais me interessou foi a comunicação não-violenta, que surge para promover técnicas que aprimoram nossos relacionamentos, falar a mesma coisa com outras palavras e sem ruídos, de uma maneira que o outro possa entender de fato o que eu quero dizer, não criando barreiras e interpretações”, conclui Camila.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
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