Na primeira semana de outubro, foram promovidas duas lives pela Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron) com a temática da sustentabilidade: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, ministrada pelo engenheiro florestal Tasso Azevedo, e Indústria de Rondônia: Situação atual, perspectivas e desenvolvimento sustentável, com o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiero), Marcelo Thomé de Almeida. Ambas as palestras, assim como todas as demais lives realizadas pela Emeron, estão disponíveis para visualização no canal da Escola no YouTube.

Com certificação de 2 horas-aula cada, os eventos foram abertos ao público geral, com foco nos alunos das pós-graduações da Emeron, principalmente da Especialização em Direito para a Carreira da Magistratura (EDCM) e em Direito Ambiental (AMBRO). As palestras na área da sustentabilidade vêm ao encontro da recente adesão da Escola ao Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), no primeiro semestre, como signatária na busca pelo atingimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que formam a Agenda 2030. Ambas as lives foram introduzidas pelo diretor da Emeron, desembargador Miguel Monico Neto, que também atuou como moderador das perguntas do público aos convidados.

No dia 1º, Tasso, que é coordenador do Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo do Brasil (MapBiomas), abordou a questão do desmatamento, incêndios florestais e conversão de florestas. O MapBiomas é uma iniciativa que envolve uma rede colaborativa com especialistas nos biomas, usos da terra, sensoriamento remoto, sistemas de informação geográfica (SIG) e ciência da computação que utiliza processamento em nuvem e classificadores automatizados desenvolvidos e operados a partir da plataforma Google Earth Engine para gerar uma série histórica de mapas anuais de cobertura e uso da terra do Brasil.

Consultor e empreendedor social em sustentabilidade, floresta e clima, além de acadêmico visitante do Brasil Lab da Universidade de Princeton, o palestrante falou sobre como o problema das mudanças climáticas está conectado ao Brasil e à Amazônia. “A atmosfera é composta por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases, incluindo os que causam o efeito estufa”, iniciou o ministrante. Ele explicou que, por ser uma parcela muito pequena da atmosfera, mesmo as menores variações nesses gases podem resultar no aquecimento global. “O aumento de concentração desses gases no planeta é devido à atividade humana, pela queima de combustíveis fósseis e mudanças no uso da terra, como o desmatamento”, alertou.

Tasso acrescentou que, no caso do Brasil, os incêndios florestais são parte dos eventos extremos climáticos que o mundo já está enfrentando em decorrência do aquecimento. “O país é o 5º principal emissor de gases de efeito estufa e, diferentemente dos quatro maiores, aqui a maior parte das emissões está relacionada ao uso da terra, pois o desmatamento diminui a capacidade de absorção dos gases, então precisamos restaurar as áreas florestais”, concluiu.

Indústria

Na última quinta-feira, 8, o presidente da Fiero falou sobre a situação atual da indústria de Rondônia. Marcelo, que também preside a Agência de Desenvolvimento de Porto Velho (ADPVH) e o Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Coemas) da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), onde é 3º diretor secretário, abordou as perspectivas econômicas, a partir do viés do desenvolvimento sustentável, para o setor industrial no estado.

Na abertura, o diretor da Emeron destacou como a Escola tem aberto espaço, por meio das lives, para os mais diversos setores que integram a sociedade. “Somos uma Escola de Governo, a primeira da magistratura e de ensino superior pertencente ao estado de Rondônia, e que tem desde seu início cursos permanentes de qualificação para os profissionais da área do Direito”, disse Miguel Monico. Também participou do evento outro representante da Fiero, Gilberto Batista.

Após discorrer sobre a atuação da CNI e da Fiero e os principais indicadores da indústria, destacando os setores de alimentos e construção civil em Rondônia, Marcelo apresentou o que está em curso para o desenvolvimento econômico sustentável da região. “Há um reposicionamento da compreensão pelo empresário industrial da agenda do meio ambiente, porque nos últimos anos percebeu-se a grande oportunidade de negócios que a sustentabilidade e todas as suas possibilidades oferecem aos investimentos e à indústria”, pontuou.

Ao final, o palestrante exibiu uma proposta construída pelas entidades para a região, chamada Amazônia +21. Um fórum mundial de diálogos, previsto para novembro, o projeto pretende conectar iniciativas do setor produtivo para o desenvolvimento sustentável. “O objetivo é articular todos os atores que impactam no ambiente amazônico, como governos, academia, sociedade civil organizada e instituições de fomento, para encontrar, a partir da identidade cultural e econômica da Amazônia, um caminho para o desenvolvimento sustentável da região”, finalizou.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

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