Promovido pela Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron), foi finalizado no último dia 19 de dezembro o Aperfeiçoamento para Conciliadores e Mediadores dos Cejusc’s – Liderança e seu exercício: Teoria e prática de mobilização social para o aperfeiçoamento de sistemas de justiça. Voltado a servidores que atuam como conciliadores e mediadores judiciais nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) das comarcas de todo o estado, o curso foi realizado ao longo de dois meses na modalidade Educação a Distância (EaD), com duração de 60 horas-aula.

Iniciada na segunda quinzena de outubro, a formação também foi aberta aos demais servidores dos Cejusc’s e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Conflitos (Nupemec), do Tribunal de Justiça de Rondônia, em um total de 60 participantes divididos em duas turmas paralelas. Ambas foram ministradas pelo juiz André Gomma, do Tribunal de Justiça da Bahia, doutor em Direito pela Universidade de Brasília.

O objetivo foi deixar os alunos aptos a identificar e aplicar molduras teórico-práticas relacionadas ao exercício da liderança em sistemas de justiça, valorizando o conhecimento da negociação e construção de consensos, mediante o desenvolvimento e aprimoramento de competências de resolução de disputas, com vistas ao aperfeiçoamento da qualidade dos serviços prestados pelo Poder Judiciário de Rondônia. Foram utilizados modelos, princípios e práticas oriundas dos campos de negociação, teoria de liderança adaptativa e teoria de conflito, de forma a desmistificar conceitos analíticos, tornando-os atraentes tanto para profissionais mais experientes como para iniciantes em negociações multilaterais.

“O curso foi maravilhoso e valiosíssimo”, diz Elaine Cavalcante, conciliadora no Cejusc de Pimenta Bueno. “O professor abordou a importância da diferenciação entre autoridade formal, informal e o desafio adaptativo, como o que tivemos na pandemia, o que a gente fez ano passado em todos os setores do TJ quando começou, porque tivemos que encontrar meios para dar continuidade ao nosso trabalho de uma forma que não era presencial”, reflete.

A servidora (na foto ao lado, em outra formação da Emeron, realizada antes da pandemia) conta que, para ela, foi destaque no curso a forma de trabalho introduzida pelo ministrante chamada Grupos de Consultoria (GC), em que ele dividiu a turma e os grupos tiveram reuniões, nas quais cada participante apresentava um caso pessoal de falha de liderança à autoridade escolhida, que controlava o tempo e o cronograma, para estudo de forma confidencial pelo grupo. “Foi riquíssima a troca de informações e conhecimento, que veio somar com o que a gente está buscando para a realização do nosso trabalho, pois não precisa ter autoridade formal para ser líder e isso é importante para conciliadores que não ocupam cargo de chefia, saber que a gente faz parte de todo um conjunto e nossas ideias também podem contribuir para desenvolver um melhor trabalho no atendimento ao jurisdicionado”, afirma Elaine. “Só tenho que agradecer ao Tribunal pela oportunidade”, conclui.

Mediadores Organizacionais

Na última semana de novembro, entre os dias 25 e 28, também foi finalizado o segundo e último módulo da Formação de Mediadores Organizacionais. Viabilizado pela Emeron para duas psicólogas da Seção de Desempenho e Desenvolvimento de Gestores e Servidores do TJRO, o curso teve uma primeira parte desenvolvida em EaD, entre os meses de agosto e outubro, enquanto o módulo final foi realizado presencialmente em São Paulo, em regime de imersão.

O curso foi realizado pelo Instituto EcoSocial, e contou com a participação das analistas do TJRO Joseline Castro e Núbia Nogueira. Focado na comunicação e mediação entre pessoas, após a parte inicial ter abordado as bases da mediação organizacional, o programa previu temas como comunicação consciente e Comunicação Não-Violenta (CNV), além da prática de coaching de conflitos e da mediação em “U”, com o papel e atuação do mediador.

Ministrada por Peter Susemihl e Elizabeth Cerri, consultores em desenvolvimento organizacional, a formação trabalhou a figura do mediador organizacional em processos de mediação de indivíduos, grupos e equipes no âmbito do Tribunal, utilizando para isso ferramentas e técnicas para tratar conflitos complexos e muitas vezes invisíveis nas organizações. A resolução de conflitos está interligada ao macrodesafio da “Perspectiva Pessoas” do PJRO, havendo relação, por meio da intervenção de psicólogos capacitados, com os indicadores e metas esperados: satisfação dos servidores e magistrados com o trabalho em equipe, liderança, motivação, relacionamento interpessoal –, além das iniciativas de promover a melhoria da comunicação interna e ações para garantir saúde e segurança das pessoas, implantar gestão democrática e participativa, e atuar para garantia do clima organizacional favorável.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron

Acompanhe-nos nas redes sociais: instagram.com/emeron_oficial, twitter.com/emeron_rondonia, facebook.com/EmeronRO e youtube.com/EscolaEmeron

Poder Judiciário de Rondônia
Escola da Magistratura
Rua Tabajara, 834. Bairro Olaria. CEP 76.801-316
emeron@tjro.jus.br
(69)3309-6440