No mês de janeiro, a Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) retomou a realização de lives com dois eventos alusivos ao Janeiro Branco, abordando temas relacionados à saúde mental. As ações reuniram psicólogos do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), que apresentaram assuntos como a energia feminina e o autoconhecimento enquanto possibilidades para a saúde emocional.

Idealizada pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, a Campanha Janeiro Branco ganhou vida em 2014 e desde então tem como objetivo chamar a atenção para as questões e necessidades relacionadas à Saúde Mental e Emocional das pessoas e das instituições humanas, por meio da psicoeducação. O primeiro mês do calendário foi escolhido por, em termos simbólicos e culturais, ser o momento em que as pessoas estão planejando o novo ano, mais propensas a pensarem em suas vidas, relações sociais, condições de existência, emoções e em seus sentidos existenciais.

Saúde da Mulher

A primeira live, no dia 21 de janeiro, foi o Fórum “A energia feminina como caminho para a saúde mental”, promovido pelo Projeto Aurora. O projeto é uma iniciativa do Núcleo de Acessibilidade, Inclusão e Gestão Socioambiental (Nages), da Coordenadoria de Mulheres do TJRO e da Divisão de Saúde e Bem-Estar Organizacional (Disau), para minimizar os impactos das dificuldades impostas pela pandemia, em especial às mulheres, fomentar melhores condições laborais às servidoras e favorecer a ampliação da participação feminina no Poder Judiciário.

O fórum contou com a participação das psicólogas do TJRO Mariangela Onofre, do Núcleo Psicossocial dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar de Porto Velho, e Iuna Sapia, da Disau, como mediadora. Mariangela, cuja experiência profissional é voltada às questões femininas, afirmou que as estatísticas de adoecimento mental durante a pandemia têm crescido vertiginosamente, entre homens e mulheres, por diferentes razões. No caso das mulheres, a sobrecarga é um dos principais fatores, pois historicamente o trabalho doméstico fica referenciado no papel feminino, cabendo às mulheres a responsabilidade em estabelecer uma dinâmica de cuidado com os integrantes da família. “Agora neste período, as mulheres estão mais tempo em casa e com isso fica evidenciada a sobrecarga da mulher. Muitas vezes, para essa mulher dar conta de toda essa obrigação, ela passa a negligenciar o cuidado com ela mesma”, afirmou. Mariangela pontuou que doenças como depressão e ansiedade, gastrites, dores musculares e enxaquecas são resultados desta sobrecarga. “Muitas mulheres que estão em um estado de esgotamento não se reconhecem neste estado e continuam tentando tirar de dentro de si algo que já não têm. Além do adoecimento físico e mental dela mesma, há também um adoecimento das relações, pois essa mulher passa a descontar sua raiva, frustração e cansaço nos entes familiares, gerando um novo ciclo de adoecimento familiar”.

Utilizando os preceitos da medicina chinesa, ela complementou que todas as pessoas possuem em si as energias feminina (yin – energia de recolhimento) e masculina (yang – energia de expansão). Essas energias são complementares e, quando há um desequilíbrio entre elas, ocorre o adoecimento. Mariangela pontua que a sociedade valoriza mais a energia de expansão, de fazer algo, a cultura que incentiva a ação, muitas vezes desconectada da essência. No caso da mulher, sua fortaleza reside em desenvolver essa energia yin compreendendo os processos internos, conclui.

Autoconhecimento

Realizada pela Disau em parceria com a Emeron, no último dia 28, a mesa-redonda “O processo de autoconhecimento como um mecanismo de saúde mental” reuniu outros dois psicólogos do TJRO, Denise Tofani e Leandro Fonseca Missiatto, que abordaram a importância de se conhecer, compreender as próprias emoções e comportamentos e a partir disso tomar medidas potentes para o próprio crescimento e de outras pessoas.

A live começou com Denise, especialista em psicologia clínica e jurídica, que falou sobre a conquista do equilíbrio e do bem-estar. “Às vezes a gente tem um movimento de autocuidado que não reconhecemos, é aquilo que fazemos que faz com que a gente se sinta bem”, disse a psicóloga. Por meio de dinâmicas em tempo real com o público da live, os psicólogos envolveram os participantes na discussão proposta. Denise, que desenvolve projetos na área de saúde mental e trabalho na Disau, fez uma reflexão a partir das respostas enviadas. “Quando eu cuido de mim, esse movimento também produz um efeito positivo no sentido de ser tranquilizador e conseguir uma situação de mais equilíbrio com a gente mesmo”, pontuou a servidora.

Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Rondônia, Leandro colocou que, quando se fala em autocuidado, às vezes o que se pensa é em atitudes mais complexas ou que exijam mais dedicação específica: “Mas o autocuidado depende da postura de cada um, porque é muito subjetivo e está intimamente associado com a dimensão do conhecer-se, então essa expressão do saber o que te faz bem e o que te faz mal nos mobiliza para caminharmos para a vida, a apoteose do existir que é o viver melhor”. Analista na comarca de Pimenta Bueno, Leandro conduziu outra dinâmica, de relaxamento, ao final da live. “Nossa existência se põe em relevo justamente pela capacidade singular que temos de produzir os nossos próprios caminhos”, afirmou.

As lives promovidas pela Emeron são sempre gratuitas e abertas ao público geral, com inscrições para certificação realizadas durante os eventos, conforme a carga horária respectiva. Além da transmissão ao vivo, todas as lives ficam disponíveis para visualização posterior no próprio canal da Escola no YouTube (youtube.com/EscolaEmeron).

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron

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