Foi realizada, na noite de segunda-feira (15), a aula magna da turma 2021 da Especialização em Direito para a Carreira da Magistratura (EDCM), curso oferecido pela Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) em Porto Velho e no novo núcleo de Cacoal. O evento marcou ainda o início do fórum Mulheres em Luta: Caminhos para a Equidade, no canal da Escola no YouTube (youtube.com/EscolaEmeron) e que terá seu próximo dia de atividades na próxima segunda (22), às 19h (hora de RO), também no canal da Emeron, com certificação de 2,20 horas-aula e inscrições realizadas por meio de link a ser disponibilizado na live.

Com cerca de 600 visualizações, a aula inaugural da EDCM teve abertura oficial com a presença do diretor da Emeron, desembargador Miguel Monico Neto, do vice-diretor e coordenador do curso, juiz Edenir Albuquerque, do coordenador do Núcleo Pedagógico de Cacoal, juiz Ivens Fernandes, e do juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Rondônia, Guilherme Baldan, representando o presidente do TJRO, desembargador Paulo Mori. Ivens iniciou comentando o desafio de levar o núcleo de Ji-Paraná, onde a EDCM funcionou até o ano passado, para Cacoal: “Toda mudança traz uma perspectiva de certa apreensão, mas temos certeza de que o curso será um sucesso e sobretudo os alunos farão parte da história da Emeron no interior”.

Edenir mencionou a intensa dedicação da direção da Escola a fazer com que a Emeron represente um ponto diferencial no processo de conhecimento que agregue não somente um conhecimento formal, mas para a vida e humanístico. Guilherme, que já é professor da Emeron há vinte anos, pontuou a alteração das aulas do presencial para a distância, provocada pela pandemia: “Em 2020, tivemos poucas semanas de aulas presenciais, mas vencemos o desafio e a Escola foi excepcional no trato com os professores e alunos, e tenho certeza de que este ano será da mesma forma”. Por fim, o diretor Miguel Monico reforçou o orgulho em receber os novos acadêmicos (“Poder compartilhar da amizade e da fraternidade que sempre nos aproximou”) e o papel da Escola. “A Emeron faz parte do Pacto Global pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e nossos professores estão qualificados a propiciar todo o conhecimento haurido durante muitos anos de estudo e pós-graduações”, concluiu o desembargador.

Fórum

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), e ao Dia da Escola (15), a live teve continuidade com o primeiro painel do fórum Mulheres em Luta, intitulado “Educação: Caminho de igualdade para as mulheres”. Com mediação do jornalista da Emeron Gustavo Sanfelici, o evento teve ministração da professora de graduação Rosa Maria Ferreira, que tem especialização em Educação na Saúde e mestrado em Administração pela Universidade Federal de Rondônia; Maria Ludmila Soares, coordenadora do Núcleo de Diversidade e Inclusão da Associação Filhas do Boto Nunca Mais e presidente da Liga Acadêmica de Enfermagem em Saúde Sexual de Rondônia; e da psicóloga Alessia Moura, pesquisadora na área de educação, psicologia e gênero.

Começando pela temática da disparidade da mulher na educação, Rosa mencionou a complexidade de se pensar a equidade para as mulheres na educação e a diferença entre equidade e igualdade. “A mulher vem nessa tentativa de se igualar, que ainda sabemos que tem esse desnível social relacionado ao homem, mas equidade é dar mais oportunidade às mulheres na educação”, e questionou: “Será que essa educação é de fato acessível à mulher que é mãe, que trabalha e precisa estudar para progredir em sua carreira?”.

Mulher trans, Alessia abordou a questão da educação e transexualidade. “A minha presença é sempre política, geralmente as mulheres trans são esquecidas quando se fala em educação e qualquer política ou discussão sobre mulheres”, afirmou. A psicóloga frisou que, apesar de a educação ser um direito de todos inclusive nos pactos internacionais, pesquisadores têm apresentado as falhas no acesso e como ele é dificultado, bem como nas condições de permanência e qualidade do ensino.

A seguir, Ludmila tocou na questão da educação e mulheres na ciência. “Também não posso deixar de me posicionar enquanto resistência, porque sou uma mulher bissexual e estou dentro da academia lutando para mudar toda essa desigualdade”, disse. Ela acredita no ensino como forma de transgredir: “Temos que tocar nisso, o ensino como plataforma de transformação social, um dado recente é que aqui em Rondônia menos da metade das mulheres que atuam no ensino possuem pós-graduação, ainda não é suficiente e equitativo, pois não temos enquanto mulheres o incentivo da academia”.

As painelistas então responderam a diversas perguntas do público, ao longo das 2h da transmissão. A live está disponível, na íntegra, para visualização:

Próximo painel

Nesta segunda-feira, dia 22 de março, o fórum terá seu segundo e último painel, “Mulheres em Cores: Experiências raciais”, que trará a perspectiva étnico-racial para o centro da conversa, discorrendo sobre o preterimento da mulher negra e indígena, os mitos sociais que envolvem mulheres não-brancas e como essa exclusão social afeta a saúde mental das mulheres. As ministrantes serão a psicóloga e membra do Núcleo de Étnicos-raciais da Associação Filhas do Boto Nunca Mais, Brenda Morais; Hana Lopes, tecnóloga em Segurança do Trabalho e conselheira fiscal na Associação Filhas do Boto Nunca Mais; e a pedagoga Delmara Mura, que tem pós-graduação em História e Cultura Afro-brasileira e Africana e é educadora popular e coordenadora do projeto Escola Popular de Formação Política: A remada continua.

O evento é novamente gratuito, aberto à sociedade e será transmitido ao vivo no canal da Emeron no YouTube, ficando disponibilizado permanentemente na página também para visualizações posteriores.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron

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