Terminou no último dia 11 a II Semana da Adoção, promovida pelo Tribunal de Justiça de Rondônia e Escola da Magistratura do Estado (Emeron). Com o tema Promovendo Adoções Bem-Sucedidas, a segunda edição do evento foi voltada a 40 assistentes sociais, psicólogas e psicólogos de Porto Velho e interior, da área da infância e juventude do TJRO, e técnicas da rede municipal da capital que atuam com crianças e adolescentes institucionalizados.

Aberta no dia 3 de maio, a Semana foi composta por um curso, ministrado no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Emeron, pela psicóloga Sara Vargas, especialista em Terapia Sócio-Construtivista e Psicodramática de Famílias e Casais. A formação teve por objetivo construir uma visão mais ampliada sobre as complexidades que envolvem a adoção, os adotantes e os adotados, a partir de tecnologias sociais, além de aprimorar a atuação dos cursistas nos processos de habilitação, preparação e acompanhamento na adoção.
Fundadora e coordenadora executiva da Associação Pontes de Amor, organização não-governamental de apoio à adoção e garantia dos direitos à convivência familiar e comunitária no Triângulo Mineiro, Sara abordou, ao longo da semana, os impactos do trauma no desenvolvimento da criança e do adolescente, formas de apego e estilos parentais, habilitação e pré-adoção, a colocação da criança/adolescente na família adotiva e o suporte no pós-adoção. Os alunos foram divididos em grupos, nas diferentes unidades da formação, para discussões e atividades.

A coordenadora do evento, Emeriana Silva, assistente social lotada na Seção de Colocação Familiar, avalia muito bem o resultado: “Todos os feedbacks que tenho ouvido do nosso grupo da Vara de Proteção à Infância e Juventude foram muito positivos”. Segundo ela, a ministrante reúne a experiência como mãe por adoção e toda a habilidade técnica e profissional de lidar com as situações de adoção. “É o nosso dia a dia, nosso trabalho na vara, então foi muito produtivo, ela trouxe questões práticas de como lidar com os pais por adoção e modelos de intervenções, e tem uma formação muito ampla na parte de lidar com as situações de crise, de trauma”.
A servidora lembra que todas as crianças que chegam na Vara da Infância, principalmente as que vão para adoção, tiveram suas vidas em algum momento interrompidas da convivência com os pais biológicos, então isso significa um trauma na vida da criança. “Para que ela possa chegar nessa nova família por adoção, possa ter uma vida um pouco mais significada apesar do trauma vivenciado, ela precisa ser trabalhada, que tudo isso seja ressignificado, e no curso com Sara ela traz muito isso, como lidar com a história da criança, como ressignificar esse trauma e principalmente como os pais por adoção podem lidar com isso sem esconder a história da criança, sem querer camuflar, muito pelo contrário, trazendo à tona e lidando com todas as dores da criança”, observa. Por fim, pensando no futuro, Emeriana reafirma a importância de ações específicas como essa: “A gente espera poder dar continuidade nessa formação de lidar com traumas”.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron
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