A historiadora Nilza Menezes, coordenadora do Centro Cultural e de Documentação Histórica (CCDH) do Judiciário de Rondônia, teve sua aposentadoria publicada no Diário da Justiça desta segunda-feira, dia 11 de abril. A publicação da portaria documenta, mas não consegue dimensionar o legado de cada servidor(a) que se aposenta, e é o caso de Nilza, que desde 1999 se dedica ao projeto de resgate histórico da memória do Judiciário.

Servidora do Tribunal de Justiça desde 3 de julho de 1984, encontrou nessa tarefa uma missão que deixa um legado institucional de mais de 8 mil processos históricos catalogados, organizados e disponíveis à sociedade para pesquisa. Ela própria, uma pesquisadora nata, escreveu vários artigos a partir dos processos e também o texto do livro que marcou os 30 anos do Poder Judiciário de Rondônia e do livro Memória Judiciária.

Além disso, promoveu o conhecimento sobre a memória institucional por meio de publicações externas, exposições, visitas institucionais ao CCDH – que já há dois anos pertence à estrutura organizacional da Escola da Magistratura de Rondônia – e palestras em ambientes educacionais (escolas e universidades).

O trabalho também inspirou artistas. O grupo de teatro “O Imaginário” buscou em processos históricos a base para construir o espetáculo “Mulheres do Aluá”, e também a peça “A Arma da Mulher é a Língua", encenação do livro de poesia de Nilza.

Outra contribuição da servidora para com a instituição diz respeito à sua atuação como ativista da equidade de gênero, sempre trazendo para dentro do TJRO a discussão que hoje o próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomenda aos tribunais, sobre ações inclusivas para a equidade, seja em eventos pontuais ou em projetos como o Aurora, que buscam o olhar institucional ampliado para a questão de gênero.

Com a aposentadoria, um novo ciclo se inicia, com projetos de mais pesquisa, escrita e até produções audiovisuais. Atualmente, Nilza se dedica a produzir um documentário sobre um artista plástico do estado, Flávio Dutka. Porém, sua contribuição deixa marcas. Isso inclui a série audiovisual Memória do Poder Judiciário, que entrevista personalidades importantes que contribuíram para a trajetória institucional. Nilza foi uma das idealizadoras e roteiristas, agora poderia muito bem ser uma das entrevistadas.

Fonte: Ascom – Emeron (com informações da Comunicação Interna)

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