Quatro jovens indígenas das etnias Paiter Suruí e Uru Eu Wau Wau foram protagonistas de uma roda de conversa sobre direito, cidadania e cultura dos povos indígenas. O local escolhido foi a Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron), cujo prédio atual foi a primeira sede do Tribunal de Justiça do Estado.

A iniciativa é do Comitê Gestor da Política Interinstitucional de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do Poder Judiciário de Rondônia, Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região – Rondônia e Acre (TRT-14) e Ministério Público do Estado (MPRO), que tem como objetivo fomentar discussões e a reflexão da sociedade sobre a importância de ações que promovam a garantia de direitos. Marco temporal, discriminação, acessibilidade e vários outros desafios e dificuldades enfrentadas pelos povos indígenas foram alguns dos assuntos debatidos.
O estudante Kuaimbu Juma Uru Eu Wau Wau falou da importância da roda de conversa: “Nos ouviram, fizeram perguntas e tivemos a oportunidade de falar sobre nossos povos, como o meu, e de abrir os olhares dos não-indígenas, para ter uma visão da gente, uma visão que não alimente esses estereótipos que estão na sociedade há muito tempo”.
Walela Suruí, acadêmica de Medicina, reforçou a necessidade de mais conversas sobre o assunto. “Espero que haja mais rodas de conversas com indígenas, pois foi muito bom ter a minha voz escutada, falar nossas preocupações e escutar, também, o que tinham para nos dizer”, afirmou.
Participaram ainda os indígenas Beatriz Canoe e Sérgio Suruí, que interagiram com o professor de Antropologia da Universidade Federal de Rondônia (Unir) Estevão Rafael Fernandes, além de Raimundinha Pedraça, do TRT-14 (integrante do comitê), e servidores(as) e estagiários(as) do judiciário estadual.
A roda de conversa está disponível no canal de YouTube do TJRO:
youtube.com/tjronoticias
Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional
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