Na manhã deste sábado (10), a partir das 8h, será apresentada à comunidade a Clínica Escola de Métodos Adequados de Tratamento de Conflitos (CEMATC), em evento para professores(as), pais/responsáveis e colaboradores(as) do Colégio Santa Marcelina – Marcelo Cândia, na Zona Leste de Porto Velho. O encontro acontecerá na sede do colégio, na rua Petrolina, 10804, bairro Mariana.

Promovida pela Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron), por meio de seu Centro de Pesquisa, Inovação e Publicação Acadêmica (Cepep), a CEMATC tem como propósito atuar em ambiências comunitárias, priorizando territórios vulneráveis e com elevados índices de violência e/ou conflitos judicializados, utilizando, preferencialmente, espaços e equipamentos existentes dos organismos estaduais/municipais e de outros parceiros. A Clínica Escola foi criada em outubro de 2021, quando da publicação do Ato nº 10/2021 pela Emeron, e realizou uma formação em justiça restaurativa para que as pessoas possam atuar como facilitadoras na resolução de conflitos na comunidade.

Participarão do encontro de apresentação no Colégio Santa Marcelina a juíza de Direito Karina Miguel Sobral, vice-diretora da Emeron, e os juízes Sérgio William Domingues Teixeira, coordenador da Clínica Escola, e Arlen José Silva de Souza, coordenador do Cepep, além das pesquisadoras e facilitadoras Elivânia Patrícia de Lima e Isabela Cristina Paludo. Para abrir o evento, haverá uma apresentação artística de alunos(as) do colégio.

Clínica Escola

No primeiro semestre deste ano, a equipe de pesquisadores(as) da CEMATC, composta por facilitadores(as) de práticas restaurativas, mediadores(as) e alunos(as) egressos(as) da Especialização em Direito para a Carreira da Magistratura (EDCM/Emeron) e do curso de Direito da Universidade Federal de Rondônia (Unir), já desenvolveu ações formativas e voltadas à resolução de conflitos junto à comunidade inserida na Associação Cultural para o Desenvolvimento do Apenado e Egresso – ACUDA, para pessoas privadas de liberdade e colaboradores(as) da instituição.

Em continuidade às ações de formação, foi realizada a “Oficina de Comunicação Não-Violenta na prática”, com encontros semanais voltados a utilizar os quatro fundamentos elaborados por Marshall Rosenberg, criador do método da CNV, de forma vivencial e dialógica. De acordo com a pesquisadora/mediadora Isabela Paludo, tal ação teve o objetivo de treinar a escuta e estabelecer a base para lidar com diversos conflitos, o que auxilia sobremaneira tanto nos círculos da Justiça Restaurativa quanto nas mediações.

Outra ação desenvolvida pela equipe de facilitadoras/mediadoras consistiu na adoção de práticas restaurativas, especificamente o Círculo de Construção de Paz, na resolução de conflitos manifestos por um grupo de indivíduos inseridos na ACUDA. Para a facilitadora de práticas restaurativas Wídia Suerlândia, a escolha da metodologia circular se deu em razão de ser um lugar real de encontro, que elimina os estigmas e convida os envolvidos a olharem os conflitos com “outras lentes”, resgatando a humanidade presente em cada participante e levando a um momento especial de conexão e democracia participativa. “Ao sentarmos em círculo, somos vistos, estamos em situação de igualdade, cada um com seu valor, todos têm vez e voz igual”, diz a pesquisadora e facilitadora Elivânia Patrícia. Cada participante é dotado de habilidades e competências, assim o processo circular vai se compondo com a contribuição de cada um em busca de uma solução para o conflito. “É uma experiência transformadora para a construção da paz de um grupo, que passa a se reconhecer de forma autêntica, através do compartilhamento da sua história de vida”, afirma ela.

A equipe da Clínica Escola promoveu ainda, em alusão ao Dia do Homem (29/6), uma palestra com o tema “Masculinidades”, a qual foi ministrada pelo psicólogo Cristiano de Paula, da Vara de Violência Doméstica. Para a facilitadora de práticas restaurativas Luciana Martins, a abordagem foi de extrema relevância, visto que muitos dos presentes verbalizaram desconhecimento acerca da temática, participando ativamente das discussões propostas e manifestando interesse em mais ações dessa natureza. Ela acrescenta que ações como essa podem contribuir com a redução de condutas machistas que historicamente violam direitos das mulheres.

Para o segundo semestre está prevista a continuidade das ações na ACUDA e a ampliação das Ações de Resolução de Conflitos e Educação para Direitos direcionadas à população que reside na Zona Leste da capital, tendo como ponto de referência e partida a Escola Marcelo Cândia.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron

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