José Fernandes Filho (à esquerda) em Porto Velho, durante encontro do Colégio de Presidentes, em 2009. - Foto: Arquivo/TJRO


O desembargador mineiro José Fernandes Filho, homenageado na última edição do Fórum Nacional dos Juizados Especiais (Fonaje), realizada em novembro na cidade de Foz do Iguaçu, é lembrado em Rondônia pela parceria com o Tribunal de Justiça do Estado.

Entre os períodos com maior atuação junto ao TJRO está o ano de 2006, quando Fernandes presidia o Colégio de Presidentes dos Tribunais de Justiça (hoje Conselho dos Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil). 
A instituição foi criada em 1992 para congregar os chefes do Poder Judiciário nos estados, com o objetivo de proporcionar trocas de experiências e buscar melhorias no sistema de justiça. 
Nessa época, José Fernandes era presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e pela atuação elogiada, permaneceu à frente do Colégio por vários anos, mesmo após deixar a função no tribunal. Ainda na década de 1990, ele participou da elaboração da Lei 9.099/95, que dispõe sobre os juizados especiais cíveis e criminais.
Alexandre Miguel, hoje desembargador, era juiz no ano de 2002 e teve contato com José Fernandes enquanto auxiliava a presidência da corte.
"No ano de 2002 eu fui juiz auxiliar da presidência e mantive um contato maior e melhor porque cheguei a participar junto com o presidente do TJRO na época, desembargador Gabriel Marques, de algumas reuniões do Colégio de Presidentes. E ali eu conheci o desembargador José Fernandes", recordou.
"Ele fazia um papel muito importante dentro desse Colégio de Presidentes. Era um papel de liderança. Ele já tinha sido eleito o presidente do Colégio e era uma pessoa muito engajada. Era presidente do TJMG e mesmo depois que deixou a presidência do tribunal de Minas, ele continuou sendo presidente do Colégio de presidentes, tal era o papel que ele desenvolvia. Conhecia muito bem os problemas da Justiça, dos tribunais, e fazia muito bem esse papel de interlocução", destaca Miguel.
O desembargador aposentado Sebastião Teixeira Chaves lembra que em 2006 chegou à presidência do TJRO e recebeu o apoio de Fernandes no trabalho pela aprovação da Lei que regularizava a contribuição do TJ de Rondônia para o Colégio.
Lembram que o desembargador José Fernandes sempre contribuía com sua experiência, apoiando os tribunais, reforçando a relevância do seu papel de gestor de excelência.
Magistrados do TJRO encontram desembargador aposentado José Fernandes Filho no Fonaje, em Foz do IguaçuAlém da atuação marcante no Colégio de Presidentes, José Fernandes Filho ainda foi advogado, professor na PUC-MG e UFMG, secretário de estado da educação e diretor da escola judicial. Pela vida dedicada ao judiciário brasileiro, José Fernandes recebeu dezenas de homenagens nos últimos anos. A mais recente, no Fonaje, em Foz do Iguaçu, quando também se encontrou com magistrados rondonienses, entre eles, o diretor da Escola da Magistratura de Rondônia, desembargador Raduan Miguel Filho.
Atualmente com 93 anos, o desembargador é membro da Academia Mineira de Letras e publica ensaios em revistas como a Magiscultura, da Associação dos Magistrados Mineiros.
Um dos textos publicados é a crônica "O sentido da vida e a ética da alteridade", que em um dos trechos reflete: "A poucos acode responder que importante é viver plenamente, nas potencialidades e limites de cada um, e não por muito tempo, nem em ritmo que alucina antes de libertar".

Clique para ler a crônica completa na revista Magiscultura

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron (com informações do TJMG)
Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron
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