Nas últimas semanas, o Centro Cultural e de Documentação Histórica do Judiciário Rondoniense (CCDH), vinculado à Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron), desenvolveu uma série de atividades de fomento ao conhecimento e preservação da memória do Tribunal de Justiça do Estado. A principal ação foi a I Semana da Memória do Judiciário Rondoniense, realizada entre os dias 29 de maio e 2 de junho, na sede do CCDH.
A abertura contou com apresentações musicais de estudantes do curso de Música da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e uma mesa formada pela vice-diretora da Emeron, juíza Karina Miguel Sobral, representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia (OAB/RO), advogado Diego Vasconcelos, e os servidores do CCDH Almício Fernandes e Cássia Barbosa. O desembargador aposentado Eliseu Fernandes e o defensor público-geral Hans Lucas Immich também prestigiaram o momento.

Os paralelos entre a história do Poder Judiciário rondoniense e brasileiro foram o tema da aula-palestra ministrada pelo professor doutor Marco Antônio Domingues Teixeira, seguida de um bate-papo com o público. No final do primeiro dia, foram homenageados os desembargadores Marcos Alaor Diniz Grangeia, presidente do TJRO, e Paulo Kiyochi Mori, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO), pela contribuição para a preservação da memória institucional do TJRO. O desembargador Miguel Monico Neto também foi homenageado e recebeu sua placa no terceiro dia da programação.
O segundo dia foi marcado pelo monólogo “Quando a Escravizada Esperança Garcia Escreveu uma Carta”, com a atriz Marina Ribeiro, e pela mesa-redonda que lembrou a história da mulher que usou a escrita como forma de luta para reivindicar uma vida com dignidade, sendo reconhecida como a primeira advogada do Piauí e do Brasil.

A programação do terceiro dia teve a cena poética “Lamparina da Memória”, com o poeta Elizeu Braga, e aula-palestra sobre a importância da memória judiciária para a pesquisa histórica e acadêmica, com a professora mestra Ana Carolina Monteiro Paiva, vencedora do Prêmio Nacional de Memória do Conselho Nacional de Justiça em 2022 com uma pesquisa realizada no CCDH.
No dia seguinte, 1° de junho, o público pôde assistir os vídeos-documentários “Bizarrus”, “Deixe-se adotar” e “Amazônia beradeira”, seguido de bate-papo com os autores das produções, os jornalistas do TJRO Adriel Diniz e Simone Norberto. A semana terminou com uma apresentação de camerata do curso de Licenciatura em Música da Unir e a mesa-redonda “3 jornadas e 1 destino: o Judiciário Rondoniense”, com a participação dos desembargadores aposentados Dimas Ribeiro da Fonseca (por vídeo), Eurico Montenegro Júnior e Eliseu Fernandes de Souza, mediados pelo juiz Arlen Souza.

“Foi uma experiência muito rica e integradora, estamos muito felizes com os resultados e participação popular. Nos sentimos honrados em receber os nossos pioneiros no encerramento desse evento”, manifestou-se a juíza Karina Miguel Sobral, vice-diretora da Emeron.
Encontro Nacional da Memória
Algumas semanas antes, de 10 a 12 de maio, os servidores Cássia Barbosa, Wagner Oliveira e Luiz Batista Pereira estiveram em Porto Alegre para o III Encontro Nacional de Memória do Poder Judiciário. Anteriormente, em abril, os servidores já haviam participado da etapa online preparatória para o encontro presencial.

As atividades tiveram como objetivo a capacitação e o compartilhamento de experiências positivas dos tribunais e a expansão da rede de contatos dos setores responsáveis pela memória e gestão documental nas instituições.
“Participar do III Encontro Nacional da Memória do Judiciário foi uma oportunidade ímpar, pois tivemos a oportunidade de ter contato com grandes nomes da memória do Judiciário brasileiro, bem como agregar conhecimento e atualizar sobre as legislações e ferramentas necessárias para a boa gerência não só da memória, como de todos os acervos documentais do Poder Judiciário”, destacou Cássia Barbosa, gestora no CCDH.
Projeto “A Escola no Judiciário”
Desde abril, centenas de crianças e adolescentes de várias escolas públicas de Porto Velho já tiveram a oportunidade de conhecer a Emeron e o CCDH, no projeto “A Escola no Judiciário”. No dia 7 de junho, foi a vez de um grupo de quase 40 alunos da Escola Maria Nazaré dos Santos, do distrito de Jaci-Paraná, verem de perto o Poder Judiciário. Os(as) estudantes viajaram cerca de 90 quilômetros até a sede da Emeron, para participar do projeto.

No Pleno Histórico preservado, foram recebidos pelo diretor da Emeron, desembargador Raduan Miguel Filho, e pela vice-diretora, juíza Karina Miguel Sobral. Ambos explicaram o funcionamento da Escola da Magistratura e incentivaram que os(as) jovens seguissem firmes nos estudos em busca das carreiras que almejam.
Em seguida, os adolescentes participaram da simulação de um julgamento, em que foram divididas as funções de julgamento, acusação, defesa e jurados. Guilherme Silva, de 17 anos, atuou na simulação como promotor de Justiça. “Gostei muito da visita, esse local tem muita história, muitas coisas já se passaram aqui. Foi interessante sentir a responsabilidade de um promotor, que tem que saber muito bem o que falar”.
A professora Rosimeire Mazzuchelli ressaltou a importância do projeto de visitação para a formação escolar extraclasse. “Eu percebi que eles já ficaram deslumbrados no momento em que chegaram ao ambiente, é algo muito diferente da vivência deles no dia a dia. O júri foi magnifico para eles sentirem um pouco o universo do Direito e se interessarem pelas carreiras da área”.
7ª Semana Nacional de Arquivos
Ainda na primeira quinzena de junho, dois servidores e uma servidora do Centro Cultural e de Documentação Histórica do TJRO participaram da 7ª Semana Nacional de Arquivos, que aconteceu no Museu da Memória Rondoniense (Mero).
No início da programação, no dia 12, o arquivista do CCDH, Felipe Sandes, ministrou um curso de conservação e restauro de livros e documentos antigos, explicando todas as etapas para os procedimentos, as ferramentas usadas, bem como as formas corretas de realizar o acondicionamento e armazenamento desses livros e documentos restaurados.
Na parte prática, foram higienizados e restaurados alguns livros e jornais antigos que datam da década de 1940. Participaram acadêmicos(as) de História, Biblioteconomia, professores da Unir, chefes de museus e representantes de bibliotecas municipais, somando mais de 60 pessoas.

Na terça-feira, 13, Cássia Barbosa e Almício Fernandes tiveram, no auditório do Mero, um bate-papo com gestores de diversos museus do estado para compartilhar as experiências do CCDH em preservação documental e recepção de visitantes. “Feliz em participar deste evento importante para o estado de Rondônia, destacando a integração das instituições de memória e cultura que o Mero está realizando ao trazer representantes de todo o estado e poderes, entre eles o CCDH”, avaliou Almício.
Conheça o CCDH

O Centro Cultural e de Documentação Histórica do Judiciário de Rondônia está de portas abertas à população. Servidores(as), estudantes, pesquisadores(as), turistas e moradores(as) de Porto Velho podem visitar o espaço de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.
O CCDH está localizado na Avenida Rogério Weber, 2396, Caiari, em frente à Praça das 3 Caixas d’Água. No site da unidade é possível agendar visitas em grupo e a utilização do espaço para pesquisas e eventos.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
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