A Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron) recebeu a visita da desembargadora aposentada Ivanira Feitosa, que realizou doação de itens pessoais de sua carreira profissional para a direção da Escola. Esta foi representada pela atual vice-diretora, juíza Karina Miguel Sobral, e pelo diretor eleito para o biênio 2024-2025, desembargador Alexandre Miguel. O acervo será guardado e futuramente exposto no Centro Cultural e de Documentação Histórica do Judiciário (CCDH).

A desembargadora participou do primeiro concurso da magistratura no ano de 1982, em que 25 profissionais do Direito vieram de diversos locais do Brasil. Sua carteira inicial de magistrada, um dos itens da coleção, foi assinada pelo primeiro presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Fouad Darwich Zacarias, após tomar posse como juíza de Direito em 1984.

Nascida no Maranhão, veio para Porto Velho no ano de 1977, quando o estado ainda era Território de Rondônia, como advogada do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Cinco anos depois, realizou a prova do primeiro concurso da magistratura do TJRO, onde construiu sua carreira por mais de 32 anos, até se aposentar.

“Quando eu aposentei, por ocasião da solenidade, eu tinha um sonho de escrever dois livros: um da minha vida pessoal e história de vida, e um outro da minha trajetória profissional, e eu consegui escrever o pessoal”, pontuou a desembargadora que, mesmo com atraso de um ano devido à pandemia e outras situações, conseguiu realizar o lançamento e está em busca de apoio para o livro sobre sua carreira.

Os itens de doação contêm documentos, como a inscrição do concurso e quanto custou a taxa de inscrição, além da primeira beca e capelo. A magistrada decidiu entregar essa documentação há um ano, mas devido ao apego de sua filha, que relutou um pouco para essa atitude, ao catalogar os documentos, resolveu aguardar. “Como a primeira juíza do estado, nós estamos na história de Rondônia, eu iniciei aqui a carreira muito jovem e guardei essa documentação por tanto tempo, minha filha vai manter isso onde, em um maleiro ou vai ficar em um espaço na casa? Não vai servir”, comenta.

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Desta forma, a desembargadora imaginou como poderia contribuir para a posteridade: “A gente faz parte da história e o CCDH é um local estruturado e organizado, com tanta história do estado de Rondônia, tantos documentos e achei que ficaria interessante guardar lá para a posteridade, para gerações futuras”. Ivanira destacou que trará mais alguns documentos antigos que espera que também contribuam com a história do judiciário rondoniense.

Texto: Bruna de Paula, estagiária de jornalismo do CCDH

(sob a supervisão de Gustavo Sanfelici)

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