O Centro Cultural e de Documentação Histórica do Judiciário (CCDH), vinculado à Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron), realizou em seu auditório oficinas de arte e criatividade com o artista plástico holandês Jan-Frits Obers, que está em cartaz no CCDH com a exposição “Ser de Fibra”. As atividades foram voltadas a servidores(as) e ao público geral, sendo que uma das oficinas foi exclusiva para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), alunos(as) da Escola Estadual Especial Abnael Machado de Lima.

Além da preservação cultural, as oficinas proporcionam estímulo à criatividade e integração social dos indivíduos, promovendo ao público aspectos técnicos, criativos e simbólicos ao estimular a liberdade de expressão, concentração e coordenação motora. Para o servidor da Emeron Herbert Ramos, a arte é uma atividade que produz muito bem estar e ele ficou animado com o resultado final da oficina. “Gostei muito da experiência, arte para mim vai além de ser bela e ter a oportunidade de participar dessa oficina foi muito positivo. O artista é muito simpático, humilde e bem-humorado, e soube nos ensinar algumas técnicas com paciência. Poder aprender algo sobre arte com um artista tão talentoso foi excelente”, concluiu.

O último dia de oficina, com 31 estudantes da Escola Especial Abnael Machado acompanhados por oito professores(as), oito cuidadores, psicólogo e gestora da escola, encheu o auditório do CCDH com muita alegria e aprendizado. “Foi uma experiência e vivência enriquecedora, diferenciada do nosso cotidiano, tanto para os(as) alunos(as) quanto aos profissionais da escola, pois os(as) estudantes começaram a se preparar um dia antes para nos deslocarmos do ambiente escolar”, contou Claudiovane Lacerda, professora de Oficina de Artes da escola. “Quem trabalha com alunos(as) com deficiências sabe que, quando há uma atividade diferenciada, até o momento da saída ninguém tem descanso. Os(as) estudantes começam a entrar em estado de ansiedade e ficam pensando: como será o evento? Vai ter lanche? Com que roupa eu vou? Preciso falar com minha mãe!”

A professora destacou a oportunidade de outros olhares, sensações e aflições por parte dos(as) estudantes impactarem o todo. Enquanto trabalha a acuidade do olhar, aquele que olha percebe enquanto espectador e ao mesmo tempo se transforma por meio de suas obras e próprio processo criativo.

Cada olhar possui uma intensidade, um sentimento e cada trabalho realizado pelos(as) estudantes impactou de formas diferenciadas, inclusive entre eles(as). Alguns, ao observarem os quadros, escolheram o seu e já queriam tirar da parede, a exemplo de Rodrigo: “Esse é meu! Isso é ser especial”, despertando em cada um indagações e associações que os levaram a expressar seus sentimentos por meio das criações. “Naquele momento de êxtase juntos às obras, os(as) alunos(as) não se preocuparam em compreender, mas sim expressar o que eles(as) são e têm em essência, a forma mais pura de um ser de frente à obra artística de outro ser”, concluiu a professora de oficinas de artes sobre acreditar que Jan-Frits Obers tenha se surpreendido com cada expressão de pintura vinda dos(as) estudantes.

Experiência do artista

O artista plástico ficou durante uma semana no CCDH, desde a abertura da exposição “Ser de Fibra”, e participou do projeto “Escola no Judiciário”, visita que estudantes de escolas públicas fazem ao primeiro plenário do TJRO na Emeron, onde participam de uma simulação de júri, e ao CCDH, com uma aula sobre a justiça do estado. Com a presença do artista durante as atividades, ele pôde falar com as crianças sobre arte, apresentar sua exposição e experiência durante essa semana, além de suas surpresas. “Quando vi que tinha espaço para oficinas, fiquei positivamente surpreso, aquele espaço serve para muitas atividades. O grau de detalhes na abertura da exposição ‘Ser de Fibra’ foi organizado e cuidado, algo surpreendente, e vi as pessoas interessadas em ver os trabalhos andarem pelo espaço, isso para mim é gratificante e uma lembrança de algo positivo. Tive o feedback alcançado, estou e voltei em paz, o que sonhei se concretizou, fiz amizades, tem coisas que irão ficar”, falou sobre cada experiência e a confiança que recebeu dos artistas da capital Botôto e Angella Schilling, que acompanharam os trabalhos.

Sobre a oficina com os(as) estudantes com TEA, Jan-Frits disse que teve um impacto da professora Claudiovane: “O amor dela, carinho, presença, ela merece um apoio nosso, forças e energias renovadas para cuidar das crianças de 8 a 80, e ver cada um se expressando da sua forma é gratificante”. Também falou sobre o carinho grande que viu no Diretor da Emeron, desembargador Alexandre Miguel, pelo CCDH. “O desenvolvimento de algo que foge um pouco do óbvio, crescer em experiência, a dedicação maior pelas artes, todo esse cuidado”, pontuou.

O artista comentou ainda a experiência em ver as pessoas ocupando o CCDH durante sua passagem pelo espaço. “Quando tem esses grupos passando por aqui, um passeio é um refresco, uma brisa, uma coisa agradável e que as pessoas se sentem bem em poder fazer uma coisa diferente. Aqui em Porto Velho eu vejo muito potencial, origens culturais de tudo quanto é tipo, assim como eu e acho que com essa mescla, essa mistura a gente tem como se comunicar e aproveitar aquilo que é positivo, foi muito marcante e é só o começo”, concluiu.

A exposição “Ser de Fibra” fica disponível para visitação ao público geral até o dia 23 de maio, de segunda a sexta, das 10h às 17h, junto ao espaço de exposição permanente, na Av. Rogério Weber, 2396, Caiari, em frente à Praça das Três Caixas d’água. Esperamos sua visita!

 

Bruna de Paula, estagiária de jornalismo do CCDH (sob a supervisão de Gustavo Sanfelici)

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron

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