Presença feminina no Judiciário ainda enfrenta desafios, especialmente em estados onde, até recentemente, a magistratura era quase exclusivamente masculina
Já está disponível no canal de YouTube da Escola da Magistratura de Rondônia (youtube.com/EscolaEmeron) o décimo episódio da temporada 2024 do Programa Magistrados de Sempre. A entrevistada da vez é a juíza aposentada Rosemeire Conceição dos Santos.
O Magistrados de Sempre é um programa institucional da Emeron que busca valorizar a carreira a partir de entrevistas com juízes(as) e desembargadores(as) aposentados(as), para resgatar e preservar a memória do Poder Judiciário do Estado.
Durante cerca de uma hora, o juiz e coordenador do programa, Audarzean Santana, conduziu uma conversa leve e emocionante sobre fatos que marcaram a vida da juíza. Formação acadêmica, carreira jurídica, apoio da família, processo de mudança e a atuação da mulher no judiciário foram assuntos do programa.
A juíza Rosemeire ingressou no Tribunal de Justiça de Rondônia após ser aprovada no 9º concurso para magistrados, em 1994. Natural de Minas Gerais, mudou-se para Rondônia inicialmente para trabalhar na área da educação, mas logo depois assumiu o cargo de assistente administrativa no Ministério Público. Formada em Direito pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), Rosemeire destaca que foi a única de sua família a seguir a carreira jurídica e sempre sentiu a vocação de exercer o poder de decisão e resolver problemas.
Inicialmente, a magistrada atuou em duas varas da comarca de Guajará-Mirim. Depois, foi transferida para Costa Marques, Alvorada do Oeste, Rolim de Moura, até chegar à capital, Porto Velho.
A presença feminina no Judiciário ainda enfrenta desafios, especialmente em estados onde, até recentemente, a magistratura era quase exclusivamente masculina. A juíza Rosemeire, que foi uma das duas mulheres aprovadas em seu concurso, relata episódios que ilustram a resistência e o preconceito que as mulheres ainda encontram na carreira. Ela conta que, em diversas ocasiões, ao atender autoridades, foi questionada sobre a possibilidade de “chamar o juiz”, pois não imaginavam que uma mulher pudesse ocupar o cargo.
Para Rosemeire, embora os avanços tenham sido significativos, o caminho para a igualdade no Judiciário ainda exige enfrentamento e políticas inclusivas.
Os demais episódios já publicados seguem disponíveis no canal do Youtube da Emeron Desde setembro de 2023, quando o projeto foi lançado, já são dez programas disponibilizados.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron
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