Durante a programação da Semana da Consciência Afro Amazônica, o Centro Cultural e de Documentação Histórica (CCDH) do Judiciário, vinculado à Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron), recebeu, na última semana, servidores(as), estudantes da Escola Estadual Daniel Neri da Silva e do Instituto de Educação Estadual Carmela Dutra e a comunidade em geral para o espetáculo teatral “A Cabeça de Tereza”. 

A peça se passa no ano de 2035 e fala sobre ancestralidade, apresentada pela personagem Tereza Sankofa, conhecida pelo trabalho como defensora pública e ativista dos direitos humanos, e que se tornou foragida procurada por um Estado Fundador, regime antidemocrático que estabeleceu três fundamentos que, se desobedecidos por qualquer pessoa, resultam em pena de morte por meio de decapitação. 

A artista Jam Soares, que interpreta Tereza Sankofa, avaliou com empolgação a realização do espetáculo e da mesa redonda “Afro Amazônia: a voz que ecoa”. 

“Olha, foi lindo! A apresentação foi incrível porque o público sentiu o espetáculo e a gente teve uma roda de conversa incrível em que as pessoas puderam falar sobre suas memórias. Teve gente chorando, falando sobre suas vivências, como o cheiro da folha de manga lembra da sua infância, de quando ia para casa da avó. O espetáculo é isso, somos todos aliados de Tereza, é olho no olho. E aconteceu isso com os adolescentes. O futuro é ancestral, a gente precisa cuidar desse futuro, das escolas, adolescentes, crianças e eu espero que aconteça novamente esse compartilhamento”, externou.

Para o professor José Maria, da Escola Daniel Neri, que acompanhou os(as) estudantes, “o espetáculo  oferece uma excelente oportunidade para o desenvolvimento de uma consciência crítica sobre as normas e estigmas sociais que influenciam a vida cotidiana. Ele não só promove a reflexão sobre estruturas opressivas, mas também incentiva os alunos a questionarem os papéis de gênero, as diferenças socioculturais e a importância da empatia e aceitação. Ao conectar temas históricos ao contexto atual, o espetáculo pode ajudar os alunos a enxergar a sociedade com uma perspectiva mais complexa e sensível, reforçando tanto a capacidade de pensamento crítico quanto a apreciação pela arte como meio de transformação social”, concluiu.

Como parte da programação da “Semana da Consciência Afro Amazônica”, ocorreram debates e mesas redondas com as temáticas “Afro Amazônia: a voz que ecoa”, no dia 05 de novembro e “Afro Indígena: o agora é ancestral”, na sexta-feira (08), com o compartilhamento e trocas de vivências pessoais vindas do público e a atriz.

“Eu quero deixar pro público essa semente que a gente está plantando, que se perpetue, que as pessoas pensem na raiz da Amazônia, na raiz de ser nascido aqui em Porto Velho, Rondônia, dos viventes daqui, dessa nossa história que foi por muito tempo invisibilizada e que seja exaltada, que todo mundo compartilhe desse mesmo sentimento da importância da memória do nosso povo”, concluiu Jam.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron

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