Estudantes receberam uma cartilha ilustrada em formato de quadrinhos com explicações sobre o funcionamento dos Poderes
Nos últimos meses, juízes e juízas do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) participaram das atividades do projeto “Cidadania e Justiça também se Aprendem na Escola”, em diversas unidades escolares públicas de Porto Velho. A iniciativa é promovida pela Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron), em parceria com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Em novembro, as palestras ocorreram na Escola Estadual Maria Carmosina Pinheiro (bairro Tiradentes) e na Escola Estadual Mariana (bairro São Francisco).
As juízas Cláudia Vieira Maciel, Juliana Raphael Escobar Gimenes, Ana Lúcia Mortari, Marina Leite da Silva Mitre e o juiz Amauri Fukuda conduziram a ação educativa, que reuniu cerca de 70 estudantes na Escola Maria Carmosina Pinheiro. Já as Juízas Elaine Cristina Pereira e Fani Angelina de Lima estiveram presentes na Escola Mariana. Durante os encontros, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer de perto o trabalho dos magistrados(as), além de receberem uma cartilha educativa que traduz conceitos do Judiciário e dos outros poderes em uma linguagem acessível e didática.
A juíza Cláudia Vieira Maciel destacou sua felicidade em retornar à participação no projeto, lembrando que já o coordenou em Rolim de Moura. Ela afirmou que sente grande satisfação em iniciativas que aproximam o Judiciário do ambiente escolar. Para a magistrada, esses projetos desempenham um papel essencial no desenvolvimento da cidadania entre os alunos, promovendo a conscientização sobre direitos e deveres e incentivando uma visão crítica e informada acerca das normas e do funcionamento do sistema de justiça.
“Além disso, essas iniciativas ajudam a construir uma cultura de respeito às leis e aos direitos humanos desde cedo, preparando os jovens para se tornarem cidadãos ativos e responsáveis”, destaca Cláudia.
A programação incluiu momentos interativos, nos quais as crianças puderam vestir a toga utilizada pelos juízes e conversar diretamente com os magistrados(as) sobre a profissão, os direitos e deveres dos cidadãos, e o papel de instituições como o Ministério Público e a Defensoria Pública.
Os estudantes receberam uma cartilha ilustrada em formato de quadrinhos, protagonizada por dois personagens principais: o Brasilzinho, que representa o espírito da Bandeira Nacional e traz curiosidades sobre o país, e Têmis, a deusa da Justiça, que explica de maneira lúdica os direitos e deveres. Com linguagem simples e interativa, o material facilita a compreensão de temas jurídicos e contribui para a formação cidadã das crianças.
A juíza Elaine Cristina Pereira destacou que o projeto tem sido extremamente gratificante, pois proporciona uma experiência geralmente rara para crianças e adolescentes: o contato direto com um juiz(a). Essa figura, frequentemente vista como algo quase lendário, muitas vezes é apenas conhecida por histórias ou menções, sem que haja oportunidades de proximidade com o(a) magistrado(a). Ela conta que durante essas interações, os jovens apresentam perguntas e dúvidas de naturezas variadas, abrangendo desde questões jurídicas até situações do cotidiano, como pensão alimentícia e guarda de menores.
“É surpreendente como, em uma conversa despretensiosa, conseguimos transmitir conceitos de cidadania, explicar o que ela significa e abordar os direitos e deveres das crianças e dos adolescentes”, observa a magistrada.
A juíza Fani Angelina de Lima, conta que a proposta é apresentar a organização do Estado, explicando a crianças e adolescentes o que são os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “Procuramos trazer para eles um pouco sobre os direitos da infância e da juventude, além do direito ambiental, que é um tema bastante contemporâneo. Apesar das dificuldades e desafios, a experiência tem sido muito prazerosa e extremamente recompensadora”, finaliza a juíza.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
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