
A saúde de seus servidores e magistrados é uma preocupação constante do Tribunal de Justiça de Rondônia, que por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas e da Escola da Magistratura (Emeron) desenvolve projetos e capacitações para promover a satisfação no trabalho, contribuindo para a diminuição dos índices de absenteísmo, de acidentes e doenças laborais, aposentadorias precoces e licenças de saúde.
Esta semana, em atendimento à política, os profissionais que atuam no 2º Juizado da Infância e da Juventude de Porto Velho participaram do curso Cuidando do Cuidador. Apesar da nobreza do cuidar, comum a profissionais como médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos, ele também pode gerar adoecimento. Lidar diariamente com situações de sofrimento e casos de violência podem despertar sentimentos que repercutem de forma negativa na vida do cuidador e em alguns casos chegam ao desenvolvimento de doenças psicossomáticas relacionadas ao trabalho. Ansiedade, depressão, síndrome de burnout, gastrite, dores musculares e de cabeça são as mais comuns.
A formação, realizada entre os dias 4 e 6 de dezembro, focou no autoconhecimento para que os participantes pudessem refletir sobre as implicações inerentes ao cuidar, seus relacionamentos no âmbito laboral e observar as dificuldades que poderiam ser solucionadas durante o trabalho. Essas questões foram abordadas nas meditações e também em vivências em grupo. Os participantes também realizaram exercícios para desenvolvimento da consciência corporal e para o aprendizado de técnicas de relaxamento como forma a dissolver as tensões do corpo físico e as preocupações mentais.
Em todo o trabalho foram empregadas técnicas de resgate da autoestima e da terapia comunitária integrativa. A técnica da terapia comunitária integrativa propõe cuidar da saúde da comunidade ao invés de centrar-se na patologia individualmente, ou seja, em vez de tratar somente um servidor que apresente sintomas de alguma doença trata-se o ambiente de trabalho em que ele está inserido, estimulando seus componentes a promover a harmonia para que não haja mais adoecimentos.
O criador da técnica, psiquiatra Adalberto Barreto, ministrou a formação e auxiliou os servidores a construir conhecimentos para a identificação e enfrentamento de seus medos, insatisfações e inseguranças, a fim de ter êxito nas suas atividades profissionais. Adalberto é reconhecido por seus trabalhos na área de relações humanas, é autor de vários livros, entre eles “Quando a boca cala os órgãos falam: pistas para o diálogo corpo e mente” e já colaborou em outros projetos de qualidade de vida e saúde com o Tribunal de Justiça de Rondônia.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
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