A Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) realizou, na última semana, o curso "Tomada de Decisão Baseada na Psicologia do Testemunho". A capacitação foi dividida em dois módulos: o primeiro ocorreu nos dias 23 e 24, e o segundo, de 25 a 27 de junho, na sede da Emeron em Porto Velho.
O curso foi ministrado pelo juiz do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), Tiago Gagliano, que ressaltou a importância da formação. Durante as aulas, foram apresentadas diversas técnicas de inquirição e análise da credibilidade do testemunho, com base na psicologia da testemunha.
A estrutura do curso foi organizada em três eixos temáticos relevantes para a análise da prova testemunhal. O primeiro tratou da inserção de elementos técnico-científicos na valoração do depoimento e da prova testemunhal em juízo. O segundo abordou a formulação de perguntas, uma lacuna ainda presente na formação jurídica. Por fim, o terceiro eixo se concentrou na interpretação das respostas, partindo do pressuposto de que, ao dominar os elementos técnicos e saber questionar corretamente, é possível analisar com mais precisão os testemunhos colhidos.
“É uma iniciativa interessante da Emeron. Eu venho, pessoalmente, pesquisando esse tema há muitos anos e tenho tido a oportunidade de ministrar este curso em várias instituições pelo Brasil”, afirmou o magistrado.
Durante os cinco dias de formação, participaram magistrados(as) e servidores(as) que atuam como assessores(as) de juízes. A juíza substituta da 5ª Vara de Vilhena, Fani Angelina, destacou que a capacitação foi de grande importância para sua atuação e a dos colegas, uma vez que contribui diretamente para o aprimoramento da Justiça, especialmente em decisões que extrapolam o aspecto estritamente jurídico.
A magistrada também ressaltou o papel essencial das equipes de assessoria, que acompanham todas as etapas do processo decisório:
“Como eles também têm contato com a análise da prova, estamos falando da produção e interpretação da prova. É um privilégio termos um tribunal tão bem estruturado, com equipes capacitadas, que contribuem inclusive na elaboração das minutas”, finaliza a magistrada.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
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