
Com o objetivo de difundir casos jurídicos históricos e de grande repercussão no estado, o “Tribunal da História”, programa informativo da Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron) estreou nesta segunda (27) revisitando o caso Marta.
A apresentação ficou por conta das juízas de direito Karina Sobral e Juliana Paula Silva da Costa, que receberam o professor e mestre em história, Luís Henrique, para discutir um processo de estelionato de 1976 que envolvia uma mulher que se intitulava curandeira, conhecida na cidade como Professora Marta.
O programa mergulha no contexto diverso de manifestações religiosas da capital, impulsionada pelos processos de imigração à região. A ação penal de estelionato movida contra Marta, tinha como queixa os pedidos de objetos de valor e grandes quantias de dinheiro para realizar trabalhos espirituais e de cura, mas que não apresentavam resultados, segundo as vítimas.
Com apenas uma comarca na época, a conversa também abordou as transformações do Judiciário e que desde então, se tornou mais acessível. Professor Luís ressaltou que o caso está inserido num momento de vulnerabilidade e falta de acesso à saúde para a população, mas que hoje também podem ser explorados por criminosos.
“É sempre importante buscar informação, o conhecimento é fundamental para todos nós, para que a gente não passe por casos iguais a esses que ocorreram lá na década de 70 em Porto Velho”, conscientizou Henrique.
O programa foi idealizado pelo Diretor da Emeron, desembargador Alexandre Miguel, realizado com o apoio de Rafaela Bento e Felipes Sandes, da equipe de documentação do Centro De Memória do Poder Judiciário do Estado de Rondônia (CM), junto dos estagiários Amanda Cristina Oziel da Silva e Luiz Gabriel Holanda Lopes da Silva, que catalogaram o processo.
O Tribunal da História é uma produção da Assessoria de Comunicação (Ascom) da Emeron, com gravação e edição por Ruan Gabriel e roteiro por Larissa Zuim.
O episódio está disponível no canal da Emeron no Youtube e no Spotify.
Fonte: Guilherme Belém (estagiário com supervisão) – Assessoria de Comunicação da Emeron
Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron
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