A Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron) promoveu nesta quarta (10) o Seminário “Diálogos sobre Assédio, Discriminação e Perspectiva Racial no Poder Judiciário” com a realização de debates e palestras.
Na mesa de autoridades, estiveram presentes o presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), o desembargador Raduan Miguel Filho, o Diretor da Emeron, o desembargador Alexandre Miguel, o presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Descriminação (CPCAD) , o desembargador Álvaro Kálix, a presidente da CPCAD do Primeiro Grau, a juíza Miria do Nascimento de Souza e a auditora-fiscal do trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e também palestrante, a Dra. Luciana Veloso Baruki. 
O Diretor da Emeron ressaltou que a escolha de promover esse diálogo “carrega um significado estratégico, pois reflete uma abordagem pedagógica que prioriza a escuta ativa e o protagonismo daqueles que historicamente são afetados pela desigualdade”.
Em sua fala sobre “Assédio no Ambiente no Trabalho: Uma Conversa de Gente Grande”, a Dra. Baruki, que se dedicou à medicina do trabalho e psicologia após sofrer com importunação em sua carreira, explicou os diferentes tipos de assédio e como se prosseguir ao denunciar tais condutas.
Em sequência, a juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região de Pernambuco (TRTE6/PE), Renata Nóbrega, discutiu sobre “A Importância do Formulário Rogéria na coleta de dados e na visibilização das demandas de pessoas LGBTQIAPN+” e o seu uso na criação de políticas públicas diversas.
No período da tarde, o psicólogo da CPCAD do TJRO, Leandro Aparecido Missiato, apresentou os resultados da “1ª Pesquisa Institucional sobre Assédio e Discriminação no TJRO 2025” com foco em diagnosticar os casos e desenvolver estratégias de enfrentamento e prevenção.
Logo após, a membra da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, Luísa de Souza Leão, apresentou sobre a “Atuação Anticapacitista - Prevenção e Enfrentamento da Discriminação em Razão de Deficiência”, tanto no âmbito profissional como no cotidiano.
No encerramento, a Presidenta da Comissão da Verdade da Escravidão Negra da OAB/PI, Andreia Barreira Barbosa, abordou sobre o “Protocolo de Julgamento com Perspectiva Racial” , criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e que orienta magistrados a conduzirem e julgarem processos, considerando a racialidade no contexto brasileiro.
O seminário pode ser visto na íntegra no canal do Youtube da Emeron
Texto: Guilherme Belém (estagiário com supervisão) – Assessoria de Comunicação da Emeron
Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron
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