
Nesta sexta-feira, 12 de dezembro, marca-se um momento de transição importante para a Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) e para o Tribunal de Justiça de Rondônia. O desembargador Alexandre Miguel, após dois anos de uma gestão marcada por inovação, fortalecimento institucional e expansão da formação jurídica no estado, deixa a direção da Emeron para assumir a Presidência do TJRO no biênio 2026-2027. E assume como novo diretor, o desembargador Gilberto Barbosa.
À frente da escola, o magistrado conduziu uma gestão reconhecida por sua capacidade de transformar ideias em projetos concretos. Foram dois anos que consolidaram a Emeron como referência regional e nacional em educação judicial, com foco em tecnologia, metodologias inovadoras e grandes eventos que ampliaram o diálogo entre a Justiça, a academia e a sociedade.
Sob sua liderança, a Emeron fortaleceu programas estratégicos, expandiu formações presenciais e híbridas, inaugurou novos espaços — como o Laboratório de Inovação Gênesis — e aumentou sua inserção em debates contemporâneos sobre direitos humanos, justiça digital, comunicação pública, agroindústria, cidadania e inclusão. A escola viveu um período de intensa produção acadêmica, intercâmbio institucional e reconhecimento externo, reafirmando sua missão de formar e desenvolver atores do sistema de Justiça com excelência e sensibilidade social.

Agora, na Presidência do Tribunal, Alexandre Miguel leva consigo essa mesma visão: a de que inovação e humanidade caminham juntas. Em seu discurso de posse, uma das reflexões centrais evidencia essa diretriz:
“A jurisdição não se limita a resolver processos; ela produz efeitos sobre o desenvolvimento local, sobre a cultura de paz e sobre a construção de uma sociedade mais equilibrada. Precisamos ter a sensibilidade de lembrar que, antes de processos, julgamos vidas. Cada número de protocolo esconde dramas humanos, esperanças, angústias, projetos de vida interrompidos. Nesse contexto, a Humanização da Justiça não é uma opção, mas nossa missão central. A tecnologia que muito nos auxilia segue tendo papel fundamental, mas jamais substituirá o olhar humano. Nenhum sistema eletrônico saberá identificar o sofrimento, a urgência ou a fragilidade de quem nos procura. Humanizar é acolher; acolher é servir. A toga, que nos traveste de impessoalidade, não pode tolher nossa humanidade; pelo contrário, deve nos aproximar da dor alheia com a responsabilidade de quem tem nas mãos o poder de restaurar direitos.
O papel social do Judiciário não é uma nota de rodapé; é o texto principal! O verdadeiro sentido do direito está ligado à ideia de participação, de que a justiça só se realiza quando os cidadãos sentem que ela está sendo feita para eles.”
As palavras reforçam o que marcou sua gestão na Emeron: compromisso com a formação humanizada, com a aproximação da Justiça ao cidadão e com o fortalecimento das estruturas que sustentam o desenvolvimento institucional.
Ao se despedir da direção da Emeron, o desembargador Alexandre Miguel deixa um legado sólido, moderno e inspirador, uma base que continuará sustentando a escola nos próximos anos e que reafirma o papel da educação judicial como vetor essencial para uma Justiça mais eficiente, inovadora e humana.
A Emeron agradece e reconhece a dedicação, a visão e a entrega de uma gestão que seguirá ecoando na história da instituição.
Por Larissa Zuim - Assessoria de Comunicação – Emeron
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