O Laboratório de Inovação Gênesis (Labin) da Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron), desde o início de 2026, tem realizado oficinas e desenvolvido projetos institucionais em articulação com outros Tribunais do país, voltadas à melhoria da gestão e do acesso à informação no âmbito do Judiciário.

De acordo com o juiz Dr. Áureo Virgílio, coordenador do Labin, diversas ações já foram aprovadas pela direção da escola e devem ser implementadas ao longo do ano com foco, tanto no público interno, quanto externo.

“A ideia é fomentar a cultura de inovação, criar esse vínculo e tornar mais pública a existência do laboratório, mostrando como funciona essa metodologia e como ela pode ajudar a resolver problemas”, explicou o coordenador.

Projetos em desenvolvimento

Entre as primeiras iniciativas está o trabalho conduzido com o Núcleo de Pesquisa (Nupep), que atua em conjunto com o laboratório para buscar soluções internas relacionadas às atividades acadêmicas do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO). Inicialmente, a ação estava voltada à gestão da pós-graduação, mas evoluiu para discutir melhorias na gestão das pesquisas desenvolvidas pela escola.

Outro destaque é o Labin Itinerante, que levará atividades do laboratório para as comarcas de Guajará-Mirim, Ji-Paraná e Cacoal, entre os meses de junho e julho.

Além disso, diversos outros projetos desenvolvidos dentro do Tribunal têm ganhado forma e metodologias para serem aplicados, a exemplo do projeto de Rastreabilidade de Endereços. Proposto por servidor da Corregedoria do TJRO e desenvolvido em parceria com o laboratório, busca solucionar dificuldades enfrentadas por oficiais de justiça no cumprimento de diligências, muitas vezes prejudicadas por endereços cadastrados incorretamente nos sistemas processuais.

Já o projeto Hórus está em fase inicial de desenvolvimento. A proposta surgiu a partir de uma demanda institucional e prevê a criação de uma ferramenta voltada à gestão de gabinetes, com o objetivo de organizar fluxos de trabalho e melhorar a administração das atividades judiciais. A proposta foi apresentada pelo juiz Dr. Cristiano Gomes Mazzini, vice-diretor da Emeron.

Outra frente de atuação do laboratório envolve a colaboração com a juíza e pesquisadora Dra. Maxulene Freitas, que desenvolve estudos na área de justiça restaurativa. A proposta é criar um portal ou observatório capaz de reunir e organizar informações sobre as iniciativas de justiça restaurativa existentes em Rondônia, permitindo visualizar onde elas ocorrem, quais resultados produzem e qual é o alcance dessas ações.

Também estão em desenvolvimento iniciativas voltadas à inovação no atendimento judicial, como o projeto “Justiça Itinerante na Palma da Mão”, idealizado pela juíza Dra. Márcia Masioli, que busca facilitar o acesso aos serviços da justiça itinerante por meio de soluções digitais.

Segundo o coordenador, todas essas iniciativas seguem a metodologia de inovação aplicada pelo laboratório.

“São projetos que muitas vezes parecem técnicos, mas que trazem um viés de inovação para agilizar soluções e melhorar tanto o funcionamento interno quanto o atendimento ao cidadão”, destacou.

Meta 9 do CNJ

O laboratório também é responsável pelo  cumprimento da Meta 9 do Conselho Nacional de Justiça, que incentiva a adoção de metodologias inovadoras para aprimorar os serviços do Judiciário. Neste ano, a meta prevê o desenvolvimento de dois projetos: um voltado ao público interno e outro ao público externo.

O primeiro projeto busca criar uma ferramenta que centraliza e organiza informações institucionais, facilitando o acesso dos servidores a dados e orientações internas. A iniciativa é desenvolvida em parceria com tribunais da região Norte, incluindo os tribunais de Justiça do Acre, Tocantins, Amazonas, Pará e Roraima.

Já o segundo, pretende aprimorar o acesso dos cidadãos às informações disponíveis nos portais do Judiciário, desenvolvendo soluções que tornem os serviços mais intuitivos e acessíveis.

As oficinas desses projetos estão sendo realizadas ao longo do mês de março e seguem as etapas da metodologia de design thinking, que inclui compreensão do problema, definição, ideação de soluções, prototipação e testes.

Cultura de inovação no Judiciário

Além dos projetos em andamento, o laboratório também estuda a realização de novos eventos voltados à inovação, reforçando o compromisso do TJRO com a modernização do Judiciário.

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da Emeron

Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron

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