A Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) realizou, na última sexta-feira (27), uma mesa-redonda com as instituições de ensino público de Porto Velho atendidas nos três últimos anos pelo projeto Justiça na Escola, desenvolvido na Especialização em Direito para Carreira da Magistratura (EDCM). O encontro foi mediado pelos juízes coordenadores da ação, Edenir Albuquerque e Úrsula Gonçalves de Farias, e também teve a participação do vice-diretor da Emeron, juiz Guilherme Baldan, dos servidores Deisy Fernandes e Gustavo Sanfelici, e das pedagogas da Divisão de Planejamento Técnico-Pedagógico da Escola, Marciane Rossi e Danielly Rodrigues.

 

No projeto, pós-graduandos levam às escolas debates sobre temas sociais e jurídicos de grande repercussão e de interesse da comunidade, em formato de palestras, encenações e outros processos de comunicação. Para Edenir Albuquerque, a interação com os estudantes é importante para ambos os lados. “A interação dos juízes e dos alunos da pós-graduação serve para não se desprender tanto dessa vida cotidiana e para que possam ser uma espécie de espelho, exemplos de que vale a pena perseverar em um caminho de vida social para a vivência coletiva. É uma troca na qual recebemos muito mais do que conseguimos entregar e estamos aprendendo ou reaprendendo com o que eles têm a nos ensinar”.

 

Na mesa-redonda, coordenadores, equipe técnica e diretores das escolas atendidas fizeram uma avaliação de reação do projeto, promovendo um debate acerca das apresentações realizadas e a proposição de possíveis intervenções que desenvolvam o fortalecimento dos laços emocionais e sociais dos alunos participantes. Entre as considerações, está a necessidade de fazer o feedback com as escolas e comunidades e de um envolvimento maior dos pais nas palestras com seus filhos e também de treinamento para os professores.

Para Maria Conceição Alves, diretora da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Eduardo Lima e Silva, localizada na zona sul da cidade e que recebeu o projeto no ano passado, a participação foi benéfica. “Nós já vimos uma diferença, quando tem alguma pessoa da Justiça falando diretamente com os alunos até a questão de credibilidade aumenta, quando vai alguém do Judiciário explicar principalmente o que é ser cidadão, porque até então pensam que é só ter direitos”. Ela questiona: “E as obrigações? Então, quando o adolescente ouve, realmente é bem diferente”.

Já Clarinda de Araújo, da EEEFM São Luiz, na zona leste da capital, que participou do projeto em 2016 e 2017, pontuou que ele deve ter continuidade e mais acompanhamento, pois “é um começo, há muita receptividade dos alunos, mas é necessário mais profundidade e frequência”. Maria Conceição concorda: “Espero que este ano tenha mais palestras, abranja um público bem maior, para poder ter um efeito melhor, nossos adolescentes estão precisando de orientação, temos problemas que só alguém da Justiça pode orientar”.

De acordo com as diretoras, todos os temas tratados tiveram boa aceitação e tiraram muitas dúvidas: violência, com foco em situações ocorridas dentro do contexto familiar; afetividade, sobre a diversidade da sociedade, respeito e convívio com as diferenças e combate à discriminação; e privacidade, que aborda o assédio e exposição da vida privada por meios de comunicação e redes sociais. Uma das propostas verificadas no debate é a inclusão de mais um eixo temático: as resoluções alternativas de conflitos, para promover a mediação, constelação familiar e serviços sociais como outras referências de solução.

Ao final, foi exibido DVD produzido sobre as edições do projeto e estabeleceu-se, para o mês de setembro, a próxima ação.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron

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