Um momento especial para magistrados e servidores, alem de membros da comunidade jurídica de Rondônia, em especial os 20 alunos do Mestrado Institucional Interdisciplinar em Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça, parceria da Escola da Magistratura de Rondônia - Emeron e Universidade Federal de Rondônia. A aula magna, realizada na manhã desta segunda-feira, dia 3 de abril, marcou a concretização de um antigo sonho que se realizou mediante muito esforço e trabalho, inclusive de gestões anteriores da escola, hoje considerada órgão de suma importância para a formação jurisdicional.

"O Poder Judiciário de Rondônia, tem boas razão para programar em sua escola judicial - a pós graduação de mestrado, como vem fazendo com o subsídio que dá para os dois doutorados em andamento de 13 de seus agentes: quer preparar seus magistrados e servidores para adquirirem o conhecimento que se situa no mundo lá de fora, a fim de nessa nova onda de revolução, a ela ajustarem os serviços públicos, construindo base científica sólida para a gestão da prestação jurisdicional", defendeu o presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Sansão Saldanha, ao lembrar que difusão do conhecimento fez o mundo entrar em uma quarta revolução industrial.

A opinião foi compartilha pelo desembargador Paulo Mori, diretor da Emeron, que além de lembrar da necessidade de acompanhar a evolução tecnológica, resgatou o pioneirismo da escola, que já em 2006 ofereceu mestrado profissionalizante em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, iniciativa implantada em seguida pela Escola Nacional de Formação e aperfeiçoamento de Magistrados- Enfam.

"Hoje estamos vivendo um momento de grande relevância, tendo a Unir como parceira da Emeron dando início à primeira turma de Mestrado profissional interdisciplinar em Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça (DHJUS). Este curso foi pensado de forma conjunta com o objetivo de qualificar profissionais atuantes no sistema de justiça para compreender e buscar soluções aos problemas vividos na execução da justiça no contexto amazônico", destacou.

Para o reitor Ari Ott, a interdisciplinaridade é o caminho possível dentro de extensão do conhecimento humano. Por isso pediu empenho dos alunos em dois anos de estudo e desenvolvimento de seus trabalhos, seja dissertação, artigo ou até um documentário audiovisual, formatos aceitos pelo mestrado profissional como resultado dos projetos de pesquisas.

O palestrante e também coordenador do mestrado, professor doutor Rodolfo Jacarandá, destacou os vários campos eleitos como objeto pelos mestrandos, todos assuntos pertinentes com a realidade local, tais como regularização ambiental, demarcação fundiária, sistema prisional, violência contra a mulher, questões indígenas, temas que despertam a reflexão e, mais que isso, podem trazer soluções concretas para a sociedade.

Nessa mesma linha, o palestrante convidado, desembargador Antônio Rulli Júnior, presidente da presidente do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais de Magistratura, provocou: É fácil ser pessoa, o difícil é ser cidadão". Ao elogiar a conquista de Rondônia, que chega ao alto nível de formação da comunidade jurídica, ressaltou o aspecto inclusivo do estudo dos direitos humanos.

Os alunos, representados pelo juíz Ávaro Kálix Ferro e pela servidora Samili Carvalho Batista, se comprometeram em se empenhar, mesmo dividindo a prestação jurisdicional com o estudo, a fim de ampliar o referencial teórico e incluir as reflexões nas práticas jurisdicionais. 

 

Recepção aos mestrandos

Antes da aula magna, os mestrandos foram recepcionados na sede da Escola da Magistratura de Rondônia (EMERON) com um café da manhã especial com a presença do Desembargador Antonio Rulli, que falou aos mestrandos das ações desenvolvidas pelo Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem), do qual é presidente, para a institucionalização dos cursos de mestrado e doutorado profissional, tendo como principais objetivos o desenvolvimento de uma profícua relação entre as escolas de magistratura e a produção de conhecimento e o consequente aperfeiçoamento de magistrados.

Antônio Rulli também discorreu sobre a importância do tema “Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça” para esta turma de mestrado, que se caracteriza pela composição maciça de operadores de diversas frentes do sistema de justiça, considerando o atual momento em que o país se encontra e a atuação do judiciário nesse contexto.

Já em sala de aula, os professores da especialização foram apresentados aos alunos e o Desembargador Antonio Rulli fez uma pequena palestra sobre “A dimensão acadêmica das abordagens dos Direitos Humanos no Brasil”

Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional (com informações da Assessoria de Comunicação – Emeron

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