Na manhã de quarta-feira (1º), a Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron) realizou uma palestra para servidores de diversas áreas do Tribunal de Justiça de Rondônia. Intitulada “Rotinas Administrativas nos Tribunais”, a ação formativa trouxe o consultor e instrutor Joel Solon Farias, especialista em gestão estratégica de organizações, que falou para o auditório do TJRO completamente lotado.
A palestra ofereceu aos servidores o conhecimento de práticas de sucesso que contribuem para a melhoria dos resultados de outros Tribunais de Justiça e estratégias diferenciadas dos que ostentam o primeiro lugar no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus) – Sergipe, Amapá e Roraima, do mesmo porte de Rondônia. O objetivo é a identificação de oportunidades de melhoria passíveis de rápida implementação no TJRO, assegurando o entendimento da gestão da estratégia e da governança de forma dinâmica e com ênfase no alcance dos resultados a partir da simplificação de processos de trabalho.

Após apresentar um histórico da gestão e da governança no Judiciário brasileiro, o palestrante abordou os resultados comparados da Justiça estadual no Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – especialmente em relação ao tempo médio de tramitação dos processos e à produtividade de magistrados e servidores –, bem como as práticas de sucesso dos Tribunais de destaque. Segundo Joel, “a qualidade da decisão é função da qualidade da informação e, portanto, quanto mais e melhor informação, melhor a decisão”. Ele disse que, apesar de Rondônia já ser selo ouro no Justiça em Números, para chegar à categoria diamante, precisaria melhorar seus índices gerais de tempo médio de tramitação e produtividade em torno de 14%.
O palestrante expôs que, em geral, nos Tribunais estaduais, há controles precários e desintegração entre eles, no cenário externo, enquanto no interno sofrem com a ausência de padronização dos procedimentos, quadro de pessoal mal distribuído e sem efetivo vínculo institucional, ferramentas tecnológicas e gerenciais insuficientes e mal utilizadas, falta de políticas de controle e de motivação de pessoal, e ausência de visão estratégica integrada, de gestão de desempenho e de políticas de reconhecimento e premiação. “Falta competência gerencial no judiciário”, afirmou, apesar de considerar a parte técnica excelente.

Joel destacou a importância de promover a equalização da força de trabalho: “Precisa investir em gestão, pessoas, liderança, formação”. Sobre o que diferencia os tribunais estaduais que são referência nacional, apontou a delegação de atos ordinatórios, premiação por desempenho, turno único de 6h na área administrativa, investimento em inteligência de negócio, automação no processo eletrônico judicial, cartório unificado, rezoneamento e relocalização de varas como as estratégias de sucesso adotadas. “Há que se buscar metas de redução de tempo no processo judicial e no processo administrativo, só com essa celeridade é que se consegue julgar e entregar a justiça da forma mais rápida possível”, finalizou.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron
Acompanhe-nos nas redes sociais: twitter.com/emeron_rondonia e facebook.com/EmeronRO