Entre os dias 10 e 12 de setembro, vinte servidores da Secretaria Especial de Auditoria Interna e Controle (Seaic) do Tribunal de Justiça de Rondônia participam do curso “Auditoria e Gestão”, na Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron). Com o objetivo de contribuir para a construção e avaliação de controles internos do TJRO, a formação é ministrada por Marcelo Eira, auditor federal de controle externo do Tribunal de Contas da União.

A Seaic, unidade técnica de auditoria e controle interno, de assessoramento direto e imediato à Presidência, tem como competências realizar auditorias, fiscalizações e inspeções, de conformidade e operacional, além do acompanhamento da gestão orçamentária, financeira e patrimonial. A formação visa atender às necessidades da Secretaria e capacitar a equipe no entendimento quanto ao conceito de auditoria de gestão e métodos de planejá-la, executá-la, relatá-la e monitorá-la, bem como os tipos de auditoria envolvidos na auditoria de gestão (financeira, operacional e de conformidade) e tratamento de seus resultados nos relatórios, obtendo assim melhores resultados na avaliação das contas anuais do TJRO.

“Esse curso foi demandado com o objetivo de que os profissionais da auditoria interna pudessem compreender melhor como se dá o processo de prestação de contas e como a auditoria deve avaliá-la, para saber sob que aspectos a gestão deve ser avaliada, se foi conforme a lei, se alcançou os objetivos que deveria alcançar, e isso envolve o cumprimento de uma série de normas que precisam ser bem conhecidas, detalhadas e discutidas”, explica Marcelo. Além da parte teórica, a formação conta com exercícios práticos, que são atividades em grupo de análise de casos e situações, para mostrar como as normas são aplicadas aos fatos e diferentes realidades. Para Maiara Ribeiro, assistente técnica da Seaic, o curso “vai ser bastante importante, porque é realmente essa fase que a gente está passando, sair de uma análise mais de conformidade para uma análise mais estratégica, então está bem participativo justamente porque estão todos vivendo essa transição na prática no setor”.

Sobre a necessidade por essa formação específica, ela afirma: “Vem por conta das evoluções da própria área, a gente vem passando por essa transição de aperfeiçoar os nossos trabalhos, justamente sair de um processo em que a gente fazia parte da avaliação, para uma auditoria mais arrojada, poder avaliar o desempenho do tribunal”. O ministrante reforça essa transformação pela qual a auditoria interna está passando na maioria dos órgãos do Poder Judiciário do país: “Está saindo de um período em que ela era parte da gestão, em que os principais atos administrativos precisavam de uma manifestação formal da auditoria, isso ficou no passado e hoje é um órgão independente que tem a função de avaliar a gestão. É preciso capacitação para as pessoas poderem entender esse papel e aprender como se faz essa avaliação e certificação da gestão”.

Entre os assuntos abordados no curso, estão: Governança no setor público; Gestão e Compliance; Diretrizes, níveis de análise e mecanismos de governança; Governança no setor público: implantação e perspectivas; Papéis e responsabilidades dos responsáveis pela governança e pela gestão de órgãos e entidades da Administração Pública; Rol de responsáveis das contas anuais; Poder normativo dos órgãos de controle interno e externo; Contas de governo, contas anuais, contas extraordinárias e tomadas de contas especiais. “O conteúdo sobre governança é muito interessante para a auditoria entender em que contexto ela se situa, nas diversas instâncias dentro da casa, dos comitês, dos conselhos, da alta administração, dos agentes das instâncias externas ao tribunal, como a auditoria de relaciona com todas essas partes”, diz Marcelo.

Segundo Maiara, a formação servirá “para ajudar a tornar essa auditoria interna mais estratégica para o próprio tribunal, então por isso vem essa questão dessa análise da governança, de onde nós estamos, qual a estrutura ideal para a auditoria interna agregar cada vez mais valor”. Por fim, Marcelo reafirma esse papel da auditoria: “Sempre agregar valor à gestão, melhorar a gestão, fazer com que dê mais resultado e isso não se faz simplesmente depois do ciclo, isso se faz ao longo do ciclo, é o que a gente chama de acompanhamento da gestão, a auditoria acompanha e vai identificando riscos de desvio, ela não espera o problema acontecer para agir e sim age em cima dos riscos para que aquilo seja corrigido”.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

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