Entre os dias 17 e 21 de setembro, a Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) promove a “Formação de Conciliadores e Mediadores Judiciais” para 41 servidores, da Capital e do interior, que atuam nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs). A realização de mais esta turma da formação tem como objetivo garantir a formação dos profissionais que já atuam na resolução de conflitos, mas que não possuem a formação necessária, além de atender as orientações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a respeito do tratamento adequado dos conflitos de interesses.
O curso aborda tanto os aspectos da mediação quanto da conciliação e reúne servidores que não possuem formação em nenhuma das técnicas ou em apenas uma delas. “Esta é a primeira fase do curso de formação em mediação e conciliação. A intenção é abrir o leque dos servidores para uma visão mais ampla tanto do ser humano quanto da interpretação dos conflitos que ele trata, para que haja um crescimento não só teórico da mediação e da conciliação, mas também a nível pessoal desses servidores”, afirmou a assistente social Maria Inês Soares, que divide a ministração do curso com a psicóloga Mariângela Onofre e a juíza Úrsula Gonçalves.
Maria Inês ressalta também que a formação se destaca por oferecer a multidisciplinaridade, além da capacitação objetivo-teórico referente à execução da tarefa de mediador ou de conciliador. “O Tribunal de Justiça de Rondônia se destaca por dar essa formação mais ampla para os mediadores e conciliadores, a nível psicossocial. Então une o direito, a psicologia e o serviço social para dar uma visão mais rica dessas funções”, finaliza.
Para Elaine Cavalcante, conciliadora do Cejusc de Pimenta Bueno, a participação no curso aprimorou muito mais que os pontos práticos da atividade. “O conteúdo que está sendo abordado não é novidade em razão de já trabalhar na função, no entanto os aspectos e as técnicas estão sendo trabalhados de uma forma mais vasta, trazendo mais conhecimentos e esclarecendo alguns pontos do dia a dia. E a questão do autoconhecimento foi muito importante para mim, por entender que preciso me autoconhecer para poder exercer o meu trabalho da melhor forma possível. Então isso é gratificante e está contribuindo para o meu aprendizado, pois o curso não abrangeu só a questão do processo e das partes em si, mas o conciliador foi visto aqui também”. Ela afirma que o curso a estimulou a buscar mais conhecimento. “Eu inclusive vou verificar com as instrutoras se nós poderemos fazer também a formação em mediação a partir desse curso”, finaliza.
A carga-horária exigida para o curso é de 100h, sendo a parte teórica (60%) realizada no período de 17 a 21 de setembro. Já as 40h restantes são voltadas ao estágio supervisionado e serão realizadas no mês de outubro, no Cejuscs de Porto Velho, em três turmas: dias 4 e 5 para os alunos lotados em Porto Velho; 8 e 9 para a turma 2 e 10 e 11 para a turma 3, sendo estas duas compostas por alunos do interior.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
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