Na manhã da última sexta-feira, 21, os servidores participantes do curso de Formação de Conciliadores e Mediadores Judiciais acompanharam a realização do projeto “Reordenando o Caminho – Constelar e Mediar”, desenvolvido nas Varas de Família de Porto Velho, e que atende famílias envolvidas em processos judiciais.

Nas reuniões, realizadas bimestralmente, as famílias que aceitam o convite da justiça tem a oportunidade de entender as reais motivações por trás da judicialização e qual sua responsabilidade na solução desse conflito. O projeto utiliza a Constelação Familiar, técnica terapêutica que visa descobrir e reconhecer como os problemas existentes na família afetam a pessoa, como ferramenta para a reflexão.

A juíza Úrsula Gonçalves, uma das ministrantes do curso, explica que a participação dos alunos como observadores do Reordenando o Caminho busca que eles compreendam o conceito de visão sistêmica e sua importância no processo de mediação e conciliação, visto que o pensamento sistêmico considera as influências implícitas dos sistemas em que os envolvidos estão inseridos, a exemplo da família, nos conflitos postos em discussão. “Às vezes a briga não é realmente por uma pensão, mas é uma reação à dor causada pela separação ou pelo medo de perder o amor dos filhos. O conflito é maior do que o processo e o mediador/conciliador precisa ter o olhar humanizado para entender isso”, afirmou.

Outro objetivo a ser alcançado com o acompanhamento da sessão do Reordenando o Caminho está ligada à prática enquanto mediador e conciliador. Desde a implantação do projeto, as audiências de mediação têm sido realizadas algumas semanas após a oficina, o que possibilita ao mediador/conciliador auxiliar as partes a compreender as reflexões trazidas pela experiência da constelação e traduzí-las em acordos para extinguir o conflito.

A atividade encerrou o módulo teórico, iniciado na segunda-feira, 17. No mês de outubro terá início a segunda parte da formação, que consiste em estágio supervisionado nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs). Nesta etapa, os servidores realizarão atendimentos de uma hora, relatório descritivo de atividades e reuniões com os supervisores. As primeiras 16 horas do estágio serão no Cejusc de Porto Velho, sendo: dias 4 e 5 para os alunos lotados em Porto Velho; 8 e 9 para a turma 2 e 10 e 11 para a turma 3, sendo estas duas compostas por alunos do interior. As demais 44 horas de estágio supervisionado ocorrem nos CEJUSCs das comarcas de lotação dos futuros mediadores.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

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