No último dia 11 de outubro, a direção da Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) promoveu uma reunião com os coordenadores dos projetos de pesquisa selecionados por ocasião do Edital n. 5/2018, do Centro de Pesquisa e Publicação Acadêmica (Cepep) da Escola. O encontro teve por objetivo apresentar a equipe do Centro e da Emeron, transmitir orientações e sanar dúvidas sobre o desenvolvimento das investigações.
O diretor da Emeron, desembargador Marcos Alaor Diniz Grangeia, destacou o esforço empreendido para consolidar o Centro de Pesquisa: “A Escola tem crescido e pode melhorar muito a vida das pessoas, esses primeiros pesquisadores do Cepep serão pioneiros nesse processo. Foram muitas reuniões para chegarmos a uma regulação adequada à nossa realidade”. Segundo o desembargador, esse tipo de pesquisa aplicada em escola governamental como a Emeron permite resolver problemas da própria instituição. “Os problemas do judiciário são do judiciário, é necessário dar continuidade à autogestão. O caminho para isso é o da escola profissionalizante, de forma a atender às demandas do jurisdicionado”.
Como exemplo, Marcos Alaor citou um dos projetos aprovados e que se dedica à questão das custas, única fonte de renda do judiciário. Entre os vários assuntos de interesse dos grupos de pesquisa, foram tratados os próximos passos que os projetos devem seguir e as novidades em relação ao Cepep e à Emeron. O diretor também anunciou a contratação de estagiários para atuarem nos grupos de pesquisa, com cada um dedicado a dois pesquisadores, e o reforço na biblioteca da Escola com a aquisição da mesma biblioteca digital utilizada pelo Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça.
Esse caráter inovador também foi sublinhado pela coordenadora do Cepep e presidente do Conselho Técnico-Científico, juíza Inês Moreira da Costa, em sua fala. “É uma iniciativa fantástica da Emeron e será referência na região Norte do país, instituindo a pesquisa no PJRO e promovendo a junção da área-meio com a área-fim”, disse a magistrada. Já o coordenador do Comitê de Redação Científica, juiz Edenir Albuquerque, refletiu sobre o papel do magistrado na atualidade: “Antes, éramos instados sobre como pensar, hoje somos sobre como fazer. Com a entrada de profissionais das mais diversas áreas na justiça, como psicólogos e assistentes sociais, atualmente há um novo judiciário e um outro nível do saber, para o qual o Cepep pode contribuir muito, e com uma resposta rápida para que o Poder Judiciário possa resolver os conflitos que ainda não consegue solucionar”.
O vice-diretor da Escola destacou os critérios objetivos para a seleção dos projetos e que já estão todos registrados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “O valor acadêmico é real, um sonho que está se realizando, de por meio do conhecimento poder transformar o Poder Judiciário no melhor serviço possível”, afirmou Guilherme Baldan. Ele finalizou com a informação que, ao final do ano, o PJRO já contará com doze magistrados doutores e entre 50 a 60 mestres.
Também presente à reunião, o coordenador do mestrado em Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça (DHJUS), Rodolfo de Freitas Jacarandá, que atuou como assistente de implantação do Cepep, falou sobre a importância da interseção entre o programa de pós-graduação, oferecido pela Universidade Federal de Rondônia (Unir) em parceria com a Emeron, e o Centro de Pesquisa, trazendo cada vez mais a pesquisa do mestrado para o âmbito do Tribunal: “É o poder do Estado que se posiciona. Enquanto mestrado profissional devemos estabelecer produtos para a sociedade e o cidadão não pode esperar muito por essas transformações”.
Os pesquisadores presentes também se manifestaram e colocaram em pauta questões como qual o judiciário que o jurisdicionado quer e a demanda por uma investigação sobre a efetividade da justiça, temas afetos às pesquisas que serão iniciadas. Além dos presentes, a reunião foi levada ao interior do Estado, graças a tecnologia. O encontro foi transmitido ao vivo pelo canal da Emeron no Youtube, proporcionando a participação e a interação de todos os pesquisadores, mesmo que a distância.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
Permitida a reprodução mediante citação da fonte Ascom/Emeron
Acompanhe-nos nas redes sociais: twitter.com/emeron_rondonia e facebook.com/EmeronRO