Na última segunda-feira, 12, servidores de todo o Estado reuniram-se na Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) para o Encontro Presencial do Curso de Língua Brasileira de Sinais, oferecido pela Escola na modalidade de Educação a Distância. O encontro tem como objetivo auxiliar os alunos a fixar o conhecimento e sanar dúvidas, por meio da realização da prática em conjunto e simulação de atendimento ao jurisdicionado surdo.
O curso foi iniciado em 24 de setembro e tem como público alvo servidores que atuam com atendimento ao público, seja ele interno ou externo. Sua realização tem como propósito garantir o cumprimento da resolução N. 230/2016 do Conselho Nacional de Justiça, que determina que cada órgão do Poder Judiciário deve dispor de, pelo menos, cinco por cento de servidores, funcionários e terceirizados, capacitados para o uso e interpretação da Libras.
Para isso, o conteúdo da formação foi pensado para conter, além dos conteúdos básicos da linguagem, expressões contextualizadas ao judiciário, como documentos processuais, profissões e instituições jurídicas. “O curso tem esse intuito de fazer com que os alunos entendam a cultura surda e o sujeito surdo, desmistificando essas coisas. Com isso será possível proporcionar o melhor atendimento para esse sujeito que vai buscar a justiça”, afirmou Nathali Fernanda Machado Silva, ministrante da formação.
Ela explica que a formação é um primeiro passo para a efetivação da acessibilidade comunicacional dentro da instituição. “Eles sairão do curso com o nível básico, conseguindo ter um diálogo com pessoas surdas, realizando explicações simples e encaminhamentos”. Para fixar o aprendizado, o curso teve foco na prática dos sinais. “Foi muito interessante, como é um curso muito visual, a língua em si é muito visual, a plataforma favoreceu esse ensino. Hoje o encontro tirou algumas dúvidas que só mesmo o presencial e a interação com os outros colegas poderiam tirar”, conta Daiane Pereira dos Santos Maciel, assistente social da comarca de Ouro Preto d’Oeste.
Para Daiana, a oferta do curso é essencial para o atendimento à população e também atende a um anseio dos próprios servidores. “É uma demanda gritante dentro do judiciário. Nós já tivemos atendimentos prejudicados, precisando que a parte (surda) indicasse alguém da família para nos acompanhar durante a entrevista. Nós precisamos ter uma noção da linguagem para acolher, explicar o que está acontecendo, para direcionar”, afirma. Para ela, a experiência do curso estimulou a continuar buscando conhecimento na área. “É uma outra língua e a gente precisa de um tempo maior, mais módulos presenciais. O contato também com a comunidade surda para aprofundar também o conhecimento, e a prática, só mesmo com muita prática para a gente conseguir ter um maior desenvolvimento”, finaliza.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron
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