Dez servidores da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Stic) do Tribunal de Justiça de Rondônia participam, entre os dias 26 e 30 de novembro, do Curso Oficial ITIL OSA (Operational Support and Analysis), na Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron). A formação, que proporciona a melhoria do conhecimento de gestão de serviços de TIC, faz parte do Treinamento ITIL (Infrastructure Technology Information Library), iniciado em outubro com o curso V3 Foundation e que se encerrará em dezembro com o SOA (Service Offerings and Agreements), todos com certificação.

ITIL é uma biblioteca de boas práticas para auxiliar o modelo de gestão de TI por processos, ou seja, um conjunto abrangente de processos e procedimentos gerenciais para a área de TI, organizados em disciplinas a serem aplicadas na infraestrutura, operação e manutenção de serviços, e que apresenta os conceitos das melhores práticas de mercado nos processos de gerenciamento de serviços. Ministrado pelo instrutor Rafael Pascucci, o treinamento atende à Resolução nº 211 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu a Estratégia Nacional de TIC do Poder Judiciário e define um conjunto de macroprocessos que devem ser trabalhados dentro da estrutura organizacional da Stic.
Um desses macroprocessos é o de serviços, que deve compreender no mínimo (e que são trabalhados pelo ITIL): catálogo; requisições; incidentes; ativos de microinformática; e central de serviços. “O curso inicial, V3 Foundation, é onde se explica a visão geral da metodologia, os seguintes trabalham especificamente cada fase do ciclo de vida do serviço”, conta o aluno Allan Tito Ratts, diretor da Divisão de Estratégia e Serviços de TIC. O ciclo de vida do serviço é dividido em: estratégia, design, projeto, transição e operação (que é o foco da OSA), além da melhoria continuada.
Allan explica que esse já é o segundo ciclo de capacitação de servidores em governança de TI. “Primeiro nos capacitamos em Cobit, inclusive com certificações avançadas, mas hoje a Stic tem muitos processos, aqui está capacitando mais pessoas que não tinham feito o primeiro ciclo e vamos tentar fazer a melhoria dos processos, aumentar o nível de maturidade deles na aplicação, para conseguir entregar um serviço melhor”, afirma. Segundo ele, ter a equipe capacitada permite que todos conversem na mesma linguagem técnica: “Você consegue habilitar o pessoal a melhorar, sem conhecer essas metodologias cada um vai ficando isolado, trazendo mais e mais pessoas para capacitação fica muito mais fácil implementar as melhorias”.

Tanto Cobit como ITIL são certificações reconhecidas internacionalmente, indicando que foi atingido um padrão de conhecimento esperado. Ambas foram a base para a resolução do CNJ, que também divulga anualmente um levantamento de governança, gestão e infraestrutura de TIC do Poder Judiciário. Na análise mais recente, o TJRO ficou em 6º lugar entre 92 tribunais e conselhos do país, sendo que no ano anterior havia dividido a liderança do ranking. “Ter os processos com procedimentos, regras e indicadores bem definidos ajuda a atuar”, conclui Allan.
Para Antônio Ferreira de Melo Filho, diretor substituto do Departamento de Tecnologia do CNJ, o aperfeiçoamento da tecnologia nos tribunais acarreta mais celeridade na Justiça, aumento da disponibilidade de serviços ao cidadão, além de redução dos custos do Judiciário, devido à implementação de boas práticas em TIC como a criação de estruturas de Governança e Gestão, criação de normas e até formalização de processos. “O objetivo é alcançar maturidade para prestar um serviço melhor e mais ágil à população, para que o tribunal seja capaz de atender às demandas da sociedade”, diz.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron (com informações do CNJ)
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