Na manhã de hoje, 30, o Programa Se a Vida Ensina, Eu sou Aprendiz, que oferece educação profissionalizante e noções de cidadania a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, apresentou ao jovens e seus familiares, a abordagem de questões, como o machismo e a xenofobia, utilizando o teatro como linguagem. A Cia Peripécias, da Universidade Federal de Rondônia, foi a responsável pela abordagem dos temas.

A primeira apresentação foi do monólogo “Ela, aquela, a outra... E a próxima”, de autoria de Stephanie Caroline Matos Dantas e Almício Fernandes, foi representada pelo servidor do Tribunal de Justiça de Rondônia e acadêmico de Teatro, utilizando situações de assédio sexual (Ela), desigualdade no mercado de trabalho (Aquela) e censura social (A outra) para questionar as diversas violências sofridas pelas mulheres. A outra, inclusive, usa o caso da vereadora do Rio de Janeiro Mariele Franco, assassinada no início deste ano em um crime motivado por suas posições políticas, para discorrer sobre o protagonismo feminino em âmbitos até então masculinizados, como a política, e como isso ainda causa incômodo. Já “E a Próxima” questiona a plateia: Quem será a próxima? Continuaremos permitindo que situações como essas aconteçam?

“O público de hoje possui jovens em formação, então, a ideia foi trazer essa reflexão das diversas violências cometidas contra a mulher e colocar a faísca do incômodo para que eles possam olhar suas posturas em relação a isso. A participação dos familiares, principalmente das mães, também é importante para que eles possam reconhecer situações como as retratadas em seu dia a dia e combatê-las”, afirmou Almício.

A segunda apresentação, “ReFUJA-SE (d)AQUI”, inspirada no livro São Paulo Refúgio e dirigida por Júnior Lopes, conta com Sheila Guterres, Jamile Soares, Stéphanie Matos, Veronica Vargas, Amanda Mello, Endêrson Vasconcelos, João de Barros Lima, Gabriel Corvalan e Almício Fernandes no palco. O texto põe em voga a situação dos refugiados que têm chegado ao Brasil, representando como eles saem de seus países, quais sentimentos eles carregam e como eles podem ser tratados no nosso país.

No projeto, a vivência teatral faz parte das atividades oferecidas aos adolescentes. “A ideia de trazer conteúdos multidisciplinares, além da formação técnica, se encaixa perfeitamente no objetivo do projeto, que é promover um espaço de aprendizado de novas posturas, para que esses adolescentes saiam da internação não apenas com conhecimento técnico para conseguir um emprego, mas com saberes e valores para se posicionar frente aos desafios que a vida traz”, afirmou a Diretora Pedagógica da Emeron, Ilma Brito. Para Almício Fernandes, instrutor da oficina, o objetivo foi alcançado. “Acredito que todos saíram tocados de alguma forma. Espero que através das cenas apresentadas, eles possam compreender que é possível enxergar o mundo de uma outra maneira e seguir um novo caminho”, finaliza.

No dia 14 de dezembro, durante o encerramento do Projeto, os jovens farão uma encenação como resultado das oficinas realizadas.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron

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